XV Jornada Regional Sul de Psiquiatria

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São Paulo ganha o primeiro AME voltado para a população idosa

Nacime Mansur, superintendente das Instituições Afiliadas da SPDM, discursou na inauguração do AME Idoso, na Zona Oeste de São Paulo. Nacime Mansur, superintendente das Instituições Afiliadas da SPDM, discursou na inauguração do AME Idoso, na Zona Oeste de São Paulo. Foto: Sidnei Hideo

Novo ambulatório, gerenciado em parceria com a SPDM, vai contar com 21 especialidades médicas e não-médicas, além de equipe multidisciplinar

Foi inaugurado nesta sexta-feira (16) o primeiro Ambulatório Médico de Especialidades (AME) voltado exclusivamente para a população idosa. A unidade do Governo do Estado será gerenciada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

Localizado no bairro da Lapa, na zona oeste da Capital, o AME vai contar com atendimento em 21 especialidades médicas e não-médicas, além de equipe multidisciplinar voltada para o público a partir dos 60 anos de idade.

FOTO Alckmin AME IDOSO
O governador Geraldo Alckmin também esteve na inauguração do primeiro AME exclusivamente voltado para a população idosa. (Foto: A2img / Ciete Silvério)

“É uma grande conquista para São Paulo, aqui para a Lapa. É o AME de número 53, e esse exclusivamente voltado para a população idosa. Então, ele tem especialidades que têm grande procura, oftalmologia, odontologia, fisioterapia, cardiologia, são 16 consultórios, um centro odontológico com quatro cadeiras, sala de emergência, são seis mil consultas médicas por mês, 3.200 consultas não médicas, 720 atendimentos odontológicos, 200 cirurgias ambulatoriais. Um espaço completo”, disse o governador.

“O serviço é totalmente adaptado para facilitar o acesso aos idosos e vai receber pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde da região, que atendam aos critérios de admissão. Além disso, o ambulatório também vai contar com serviços de assistência social e reabilitação, implantados de forma gradativa”, destacou Nacime Mansur, superintendente de Instituições Afiliadas da SPDM. O investimento total em obras e equipamentos foi de R$ 10,7 milhões.

“São todas as especialidades, faz diagnóstico, tratamento, exames, e o tratamento não só para a parte de saúde, mas também voltado ao lazer, pois tem cinema, sala, auditório para filmes educativos e de lazer, toda parte de promoção de saúde, fisioterapia, musculação, reabilitação, enfim, um trabalho muito bonito voltado à população idosa”, explicou Alckmin.

“Quando atingir plena capacidade, o AME poderá realizar mais de 136 mil atendimentos anuais, entre consultas, cirurgias ambulatoriais, exames, atendimentos de odontologia e atendimentos em grupo”, lembrou Nacime.

O AME Idoso Oeste faz parte do Programa São Paulo Amigo do Idoso, baseado no projeto “Envelhecimento”, da Organização Mundial de Saúde (OMS). A unidade vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e fica na Rua Roma, número 466, na Lapa.

Especialidades médicas
Cardiologia, Dermatologia, Geriatria, Endocrinologia, Otorrinolaringologia, Ginecologia, Neurologia, Oftalmologia, Reumatologia, Urologia.

Especialidades não médicas
Assistência Social, Arteterapia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Terapia Ocupacional.

Serviço de Apoio Diagnóstico
Audiometria, Colposcopia, Dioptria, Ecocardiograma, Eletrocardiograma, Fundo de Olho, Holter, Mapa, Nasofibroscopia, Odontológico, Pressão Intraocular, Raio-X Simples, Teste Ergométrico, Ultrassonografia Simples e com Doppler.

Foto: A2img / Ciete SilvérioFoto: A2img / Ciete SilvérioFoto: A2img / Ciete SilvérioFoto: A2img / Ciete SilvérioFoto: A2img / Ciete SilvérioFoto: A2img / Ciete SilvérioFoto: William PereiraFoto: William Pereira

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A Formiga e a Pomba

Uma formiga sedenta foi até uma fonte. Mas a corrente a levou e ela já ia se afogando quando uma pomba a percebeu. A ave cortou um galhinho de uma árvore e o lançou na água. A formiga subiu e se salvou. Pouco depois, veio um caçador: ele estava espalhando visco para pegar a pomba.

A formiga, vendo-o fazer aquilo, mordeu-lhe o pé. Gritando de dor, o caçador deixou cair o visco e assustou a pomba, que voou. Imitemos a formiga, saibamos retribuir o bem. Escolho respirar o Sopro de Cristo, que santifica a vida toda. Escolho viver a carne de Cristo, que sobrevive ao tormento e à podridão do pecado. Em minhas veias e em meu coração, escolho o Sangue de Cristo, que me entontece de alegria. Escolho as águas vivas que saem de Seu lado, para purificar minha pessoa e o próprio mundo. Escolho a impressionante agonia de Cristo, para impregnar de sentido minhas tristezas absurdas e encher de força a minha dor. Eu Te escolho, bom Jesus, Tu sabes que Te escolho, Senhor meu; conta-me entre as vitórias, que conquistaste com pungente sofrimento. Jamais me incluas entre os afastados de Ti. Livra-me de todos os que procuram me destruir. Chama-me para junto de Ti. Mantém-me firme entre os anjos e os santos, Entoando louvores a tudo que fizeste, Exultando por tudo que pretendes fazer, Para todo o sempre. Então desta vez, Pai de tudo, Mentém-me, do fundo de meu coração, Escolhendo Cristo no mundo. Varrer o pátio, a casa. Construir um edifício ou dar uma catequese. Escrever uma carta e lavrar a terra. Dirigir automóvel ou aplicar uma injeção no hospital. Preparar uma aula, um almoço. Cuidar de um doente, receber amigos e confortar um aflito… nada é insignificante para quem faz do trabalho uma prece e da vida, um altar.

PARA REFLETIR
Se você já visualizou o que pretende ser e o que quer atingir, comece a agir imediatamente para que isso se torne realidade!

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Jovens usam combustível com refrigerante para se embriagar

VEJA

Autoridades americanas alertam para os perigos da ingestão da mistura após a morte de dois estudantes

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Tráfico de drogas na cracolândia vende ao menos 100 kg por mês

Jornal Folha de S. Paulo

EMILIO SANT’ANNA DE SÃO PAULO

(imagem reprodução)

Atrás de uma das tantas lonas estendidas na alameda Dino Bueno, uma mulher corta pedras de crack e as coloca em um prato sobre uma mesa, ao lado de uma vela. É uma parte ínfima dos cerca de 100 quilos da droga que irrigam todos os meses a região da cracolândia, na Luz, centro de São Paulo, de acordo com o que a Folha apurou com a segurança pública.

Isso pode render aos traficantes cerca de R$ 1 milhão por mês, arrecadados no bairro e no “fluxo” —quarteirão onde está a jovem, fechado por 250 usuários e traficantes durante o dia e até 500 à noite. Três vezes por dia a via é liberada para ser limpa.

As lonas tentam impedir que se registre a venda da droga. Apesar das ações da prefeitura e do Estado no local, que já chegou a reunir até 1.500 pessoas, a “cena de uso” permanece.

O Denarc (departamento de narcóticos), da Polícia Civil, mapeou a ação do tráfico na Luz. O Estado, porém, não divulga os resultados obtidos “por motivos estratégicos”.

À Folha, em janeiro, o diretor do departamento, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que precisaria de mais dois anos, “no mínimo”, para conseguir desmontar a rede de tráfico local, onde ao menos 40 grupos atuam simultaneamente.

Em 2015, foi preso um traficante responsável por fornecer ao menos 90 kg da droga, que lucrava cerca de R$ 1 milhão bruto por mês.

As pedras de crack têm peso variado —de 0,25 g a mais de 1 grama. A quantidade que entra todos os meses na região é capaz de produzir mais de cem mil unidades. O preço da pedra: R$ 10. Um trago no cachimbo alheio vale R$ 1.

Para o secretário municipal da Segurança Pública, Benedito Domingos Mariano, apesar de ser esta a parte mais evidente da cracolândia, o combate ao tráfico —atribuição do Estado— deve ser feito, prioritariamente, em toda a região da Luz, onde estão os “peixes grandes”. “Qualquer ação dentro do fluxo só tem um nome: fracasso”, diz.

Ações da polícia no local costumam terminar em confronto com os usuários.

Nesse universo do fluxo, 220 pessoas estão cadastradas pela prefeitura para fazer parte do De Braços Abertos. Criado em 2014 pela gestão Haddad (PT), o programa é baseado na redução de danos, em que o dependente é incentivado a diminuir gradativamente o uso, sem internação e com oferta de emprego e renda.

A gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem visão e projeto diferentes. O Recomeço recorre a tratamentos que incluem internações.

PESQUISA

O perfil dos beneficiários do De Braços Abertos foi traçado pela Plataforma Brasileira de Políticas de Drogas. São pessoas com fragilidades sociais que as levaram até ali, diz o antropólogo e consultor do levantamento, Maurício Fiore, que afirma que o programa tem bons resultados.

A maior parte não terminou o ensino fundamental, já fez algum tratamento para o vício e diminuiu o uso de crack após ingressar no programa.

Os problemas: 19% têm tuberculose, 18%, hepatite e 12%, HIV. Além disso, 66% já passaram pela prisão e 25% pelo sistema socioeducativo.

O contato com regras da prisão é útil. Apesar de a droga não ser distribuída pelo crime organizado, ele está presente no fluxo com os “disciplinas”, que mantêm a ordem.

Na noite de quarta-feira (8), fazia 13º C, mas o frio não espanta os usuários. Ali, a jovem, bem vestida, cabelos negros compridos, se destaca entre maltrapilhos. Mesmo assim, a situação dela não é tão diferente. Vende e usa. Assim é para boa parte deles. Vendem, usam, compram mais, voltam a usar. Ciclo sem fim.

Essa dinâmica é vista, em tempo real, em uma televisão na parede do gabinete de Mariano. “Passamos mensalmente as imagens mais importantes para o Denarc”, diz.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que o “patrulhamento e a investigação são ininterruptos e que foram 140 flagrantes de tráfico neste ano na região da rua Helvétia e das alamedas Dino Bueno, Cleveland, Barão de Piracicaba e Glete. Em 2015, foram presos 58 traficantes.

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Chocolate com maconha era vendido em faculdades e escolas de BH

Jornal O Estado de Minas

A Polícia Civil prendeu um jovem com 50 cones com a mistura, chamada de “chocolate jamaicano”. Ele era investigado havia mais de um mês

Fernanda Penna – TV Alterosa

Jovem foi preso com 50 produtos já prontos para a venda (foto: Polícia Civil/Divulgação)

Uma forma inédita de vender droga em Minas Gerais foi descoberta pela Polícia Civil. Lucas Gonçalves da Silva, de 21 anos, misturava chocolate com maconha e depois colocava o produto em casquinhas de sorvete. O “chocolate jamaicano”, como é chamado, era vendido em portas de escolas, universidades, festas e eventos com grande concentração de jovens e adolescentes. As investigações vão continuar para tentar encontrar outros envolvidos no crime. Os detalhes do caso foram repassados em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira. Lucas deve ser indiciado por tráfico de drogas e responde à acusação em liberdade.

Equipes do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico já monitoravam Lucas havia mais de um mês. Os agentes conseguiram comprar um dos produtos vendidos por ele e o encaminharam para que o Instituto de Criminalística da Polícia Civil fizesse uma análise. “Foi identificado um alto teor de THC, o princípio ativo da maconha no produto. Isso é uma forma inédita de vender maconha em Minas Gerais. O pessoal do Instituto de Criminalística nunca recebeu material parecido para análise”, afirma o delegado Kleyverson Resende.

Diante das evidências do crime de tráfico de drogas, os policiais conseguiram prender Lucas, em 4 de junho, no Centro de Belo Horizonte. Quando foi encontrado pelos agentes, o jovem estava com uma mochila com 50 cones já prontos com a mistura de maconha e chocolate. Segundo as investigações da Polícia Civil, os produtos eram vendidos em portas de escolas, faculdades, teatros, festas e em vários outros lugares com aglomeração de pessoas. Cada cone custava R$ 10. O delegado Kleyverson Resende informou que os compradores sabiam que o chocolate tinha a mistura de maconha.

Lucas já tem passagem pela polícia por tráfico de drogas. Mesmo assim, conseguiu na Justiça o direito de responder pelo crime da venda do “chocolate jamaicano” em liberdade. A polícia segue as investigações para tentar identificar outras pessoas que possam estar envolvidas com a fabricação e venda da droga. (RB)

Mistura da droga com o chocolate era colocado em casquinhas de sorvete (foto: Polícia Civil/Divulgação)

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Crack expõe bebê a risco antes do parto

Jornal Floripa

Marcelo Camargo/ABr

Usuários de crack em rua da Cracolândia, na região central de São Paulo

São Paulo – Drogado e exposto a risco por causa do vício da mãe, antes mesmo de nascer. É como fica um bebê na barriga de uma dependente que usa crack durante a gravidez .

No Brasil, apesar de as mulheres representarem um quarto do total de usuários regulares da droga, metade delas havia engravidado pelo menos uma vez depois do vício e quatro em dez não usam preservativo nas relações sexuais.

O risco para o bebê é um dos maiores problemas enfrentados com o avanço da droga no País. O prejuízo – direto e em potencial – provocado na criança é o melhor exemplo para mostrar que o crack deve ser considerado um dano não só para a saúde do usuário.

“Uso há 19 anos. Eu paro, volto. Deus foi muito grande na minha vida. Por mais que eu erre, use essa maldição de droga, acho que Ele acredita em mim. Tudo que uma mulher grávida não podia fazer eu fiz. Fui agredida, fumei, bebi, sangrei. Fumei até dois dias antes (de o bebê nascer), quando minha mãe me pegou na rua”, conta Nanci (nome fictício), de 32 anos, ao lembrar do nascimento de uma das duas filhas – hoje com 5 e 2 anos.

Durante quatro meses, o Estado percorreu 6,6 mil quilômetros e visitou 13 cidades do interior de São Paulo que declaram ter problemas decorrentes do consumo de crack para traçar um diagnóstico do avanço da droga e suas mazelas.

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre o perfil dos usuários de crack no País mostra um dado preocupante: 10% das mulheres estavam grávidas na época da entrevista.

E 46% tinham engravidado pelo menos uma vez desde que passaram a usar crack. Vanessa, de 30 anos, na terceira gestação, é interna do primeiro hospital público de tratamento para dependentes de crack do interior paulista, aberto em novembro, em Botucatu.

“Nunca fiz pré-natal”, diz.

Efeitos.

Pouco se sabe cientificamente sobre o que o crack provoca no bebê quando a mãe faz uso da droga na gestação. Um dos estudos sobre o assunto, feito nos Estados Unidos, aponta o baixo crescimento da criança.

O problema seria decorrente da redução de oxigênio na placenta, que ocorre durante o uso da droga pela mãe.

“Tanto o peso quanto o comprimento ao nascer são significativamente afetados pelo consumo de cocaína na gravidez”, apontam três pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre eles Márcio Mariano Moreira, especialistas em psicologia da infância e dependência química.

Eles tomaram como base um estudo de 2002 que indicou que, aos 7 anos, a criança de uma mãe que usou a droga na gestação tem chance duas vezes maior de apresentar baixa curva de crescimento.

O fato está relacionado ao aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial da mãe, obrigando o corpo a mandar mais sangue para seu coração e reduzindo a quantidade mandada para o feto.

O princípio ativo do crack (eritroxilina) é um potente vasoconstritor e um problema que eleva o risco de aborto.

Outro problema envolvendo o aborto dos bebês é a confusão mental e psicológica da usuária.

“Eu fazia de tudo para perder esse bebê usando droga”, conta Vanessa, que agora planeja o enxoval de Bernardo.

Ela lembra que, durante uma briga com a mãe por causa da droga, subiu no telhado, foi picada por abelhas e se jogou de uma altura de 3 metros. “Fiquei toda machucada, mas não perdi o bebê.”

Placenta

Outro indicativo citado pelos especialistas da Unifesp é que de 3% a 5% do crack consumido pela mãe pode passar para o bebê em formação na placenta.

O cordão umbilical é quase um canudo que bombeia parte da química da droga direto para o feto. O que isso provoca, ainda não se sabe.

Além do risco desse consumo indireto, outra preocupação para profissionais de saúde pública e especialistas é o “inimigo externo” que pode chegar ao bebê via contágio decorrente do padrão promíscuo de vida sexual da dependente.

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