Exame de aluno da Unesp morto em festa aponta dosagem “absurda” de álcool

O estudante universitário Humberto Moura Fonseca, 23, morreu de coma alcoólico após participar de uma festa universitária em Bauru (SP)

Wagner Carvalho Do UOL, em Bauru – 31/03/2015

A Polícia Civil de Bauru, no interior de São Paulo, divulgou na manhã desta terça-feira (31), o resultado do exame toxicológico feito no corpo do estudante de engenharia elétrica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Humberto Moura Fonseca, 23 anos, que morreu após consumir uma quantidade excessiva de álcool numa festa “open bar” que reuniu cerca de 20 repúblicas no dia 28 de fevereiro.

O delegado Kleber Granja, responsável pelas investigações, se mostrou surpreso com o resultado do exame e afirmou que em toda a sua carreira nunca havia visto uma pessoa apresentar uma dosagem alcoólica tão alta. O exame feito pelo IML (Instituto Medico Legal) de São Paulo apontou que o estudante tinha 4,6 gramas de álcool por litro de sangue.

“É uma quantidade absurda. Na minha carreira eu nunca vi essa dosagem. Para se ter uma ideia, oferecemos como parâmetro o artigo 306 do CTB [Código de Trânsito Brasileiro] que prevê como crime de condução de veículo automotor por motorista sob efeito de álcool etílico quando a concentração é de 0,6 gramas por litro de sangue”, lembrou o delgado. A quantia apontada pelo exame é, em média, oito vezes maior que o permitido pelo CTB.

Apesar de o caso seguir em segredo de justiça, Granja informou que 14 pessoas são investigadas por terem alguma ligação com a realização do evento. São dois organizadores do evento autuados em flagrante delito; seis da Unesp, que segundo a polícia auxiliaram na organização do evento e na realização da prova de consumo de bebida alcoólica; dois sócios-proprietários de uma empresa produtora de eventos contratada pelos organizadores e ainda quatro membros integrantes da equipe de primeiros socorros, brigadista e de remoção de ambulância.

A Polícia Civil vai pedir à Justiça mais 90 dias para conclusão das investigações. O delegado contou ainda que a prova que vitimou o estudante, batizada de “shot por minuto” não estava no cronograma da festa e que foi incluída de ultima hora. “As competições relacionadas ao consumo de bebida alcoólica tinham limites estipulados, de forma dosada e controlada, apenas a shot por minuto não”, conta o delegado.

Paralela à investigação da Polícia Civil, a Unesp também criou uma comissão para apurar os fatos que culminaram na morte do estudante. Edson Capelo, diretor da faculdade, não foi encontrado para comentar as investigações, mas de acordo com a nota divulgada na época da criação da comissão, os responsáveis pela festa e pela divulgação do evento dentro do campus podem ser punidos.

Relembre o caso

Na tarde do dia 28 de fevereiro, cerca de 1,2 mil estudantes se reuniram numa chácara em Bauru para a realização da festa “Interreps”, que reuniu jovens de 20 repúblicas e de várias faculdades e universidades, foi realizada em uma chácara no Jardim Ouro Verde e organizada pela internet. Havia competições para saber quem eram os “maiores bebedores”.

Na competição, batizada como “shot por minuto”, era servida uma dose de vodca num copo de 50 ml para cada participante a cada um minuto. Ganhava quem aguentasse mais. Humberto Moura Fonseca e outros seis alunos passaram mal e foram levados para atendimentos em unidades de saúde de Bauru.  Devido a gravidade, Humberto foi levado para o Pronto Socorro, mas já chegou sem vida ao local. Os demais foram levados para uma UPAT (Unidade de Pronto Atendimento). Três desses alunos foram transferidos para UTI (Unidades de Terapia Intensiva) em diferentes hospitais de Bauru, sendo liberados dias depois.

De acordo com a polícia os organizadores da festa não tinham alvará e a ambulância que estava no local não estava em condições de oferecer socorro para as possíveis vítimas.

Publicado em Notícias

PREFEITURA VAI FECHAR HOSPITAL ESPECIALIZADO PARA TRATAR ADOLESCENTES DEPENDENTES COM DOENÇA MENTAL

Blog Jovem Pan – UOL – Por Izilda Alves

UNAD, único hospital da cidade para internar dependentes de drogas graves, de 12 a 18 anos, com doença mental, será fechado pela Prefeitura no dia 31 de março. A PREFEITURA informa que em substituição da UNAD ,em Heliópolis, zona Sul de São Paulo, haverá CAPS Álcool e Drogas com 10 leitos para  curta-internação de 15 dias e Unidades de Unidades de Acolhimento com 15 vagas. A mudança já preocupa o promotor da Vara da Infância e Juventude, Lélio Ferraz, que define a UNAD como essencial em São Paulo. NA UNAD, as internações eram de 45 a 60 dias. Com a palavra,o  diretor técnico da UNAD, psiquiatra Cláudio Jerônimo da Silva:

“A UNAD – Unidade de Atendimento ao Dependente Químico se prepara para fechar as portas no dia 31 de março de 2015. Todos os contratos com os fornecedores do hospital serão encerrados e os quase 98 funcionários estão cumprindo aviso prévio. Na medida do possível a SPDM vai absorver parte dos funcionários nas outras unidades hospitalares da própria entidade, após serem demitidos da UNAD, mas o problema são para os pacientes e seus familiares, principalmente os adolescentes, que ficarão sem outro local semelhante a este para serem atendidos, porque a UNAD era o único hospital municipal que atendia, sob o regime de internação, dependentes químicos ente 12 e 18 anos”.

Desde que a SPDM assumiu a UNAD, em 2013, foram atendidos 620 pacientes. Entre os adolescentes, 100% deles faziam uso de múltiplas drogas. Cerca de 75% deles tinham alguma comorbidade psiquiátrica (doença mental que ocorre junto com o uso de droga). 100% deles foram internados em momento de crise. Os principais motivos que levaram a internação foram: (1) estavam usando muita droga e fugiram do controle dos pais ou familiares, que não conseguiam mais leva-los a um serviço ambulatorial ou CAPS; (2) estavam usando muita droga e não tinham nenhum suporte social ou familiar e se encontravam em situação de rua; (3) estavam usando muita droga e tiveram a doença mental associada ao uso descompensada; (4) estavam usando muita droga e em função disso entraram em conflito com a lei e o juiz os encaminharam para tratamento; A média de idade dos adolescentes atendidos foi de 15,9 anos. O principal encaminhador foi o CAPS. Mesmo os pacientes internados por ordem judicial, passaram por avaliação prévia de um médico dos CAPS. 17, 68% das internações foram compulsórias, ou seja, pacientes eram usuários de drogas grave que em função de algum conflito com a lei, o juiz encaminhou para tratamento. O DEIJ, fórum Ipiranga, são exemplos de encaminhadores do judiciário.

O projeto terapêutico da UNAD incluía a intervenção e acompanhamento da crise sempre conectando o paciente com o processo de tratamento no CAPS. A média de internação era de 45 a 60 dias podendo ser uma pouco maior nos casos em que o paciente tivesse pouco suporte social ou familiar. Os paciente saiam para visitar os CAPS, faziam atividades fora como visitas a lanchonetes, cursos, boliche, e recebiam atividades culturais como foi o caso da visita do doutores da alegria, entre outras atividades. Não se trata, portanto, de uma internação alienada no processo de tratamento ambulatorial e nem do contexto social, mas que visa a estabilização psíquica, a intervenção da crise e a retomada do equilíbrio para que o paciente possa seguir se tratando e vivo.

Esse espaço de tratamento e estabilização da crise, na dependência química, é muito importante não apenas para a retomada do tratamento quando se dá a recaída, mas para proteção da vida, uma vez que o adolescente atendido pela UNAD tem uma dependência grave, com doença mental associada e pouco suporte social. Este adolescente, durante a crise, corre de fato, risco de morrer.

A dependência química é uma doença complexa que tem na sua gênese questões biológicas, psíquicas, sociais, ambientais, familiares. O curso da doença é também complexo e o paciente, em especial o adolescente com a gravidade daquele atendido pela UNAD passa por muitas crises durante o tratamento, que colocam em risco sua integridade e a sua vida. A recuperação também é complexa e exige medidas de tratamento à altura. Para que todas as necessidades dos pacientes sejam atendidas, em todas as fases deste processo, é necessário que haja espaços de tratamento diferenciados. A crise e a descompensação psíquica pelas quais frequentemente passa o adolescente vítima da dependência química é a fase que o deixa mais vulnerável, que sua vida de fato corre risco. A UNAD oferecia tratamento para eles nesta fase. Qualquer outro modelo não substitui este. Vai ficar faltando a UNAD.”

Unad

A PREFEITURA INFORMA QUE EM SUBSTITUIÇÃO DA UNAD HAVERÁ CAPS  Álcool e Drogas com 10 leitos para  curta-internação de 15 dias e Unidades de Unidades de Acolhimento com 15 vagas. A mudança já preocupa o promotor da Vara da Infância e Juventude, Lélio Ferraz, que define a UNAD COMO ESSENCIAL EM SÃO PAULO.

Izilda Alves é jornalista e coordenadora da Campanha Jovem Pan pela vida contra as drogas

Publicado em Notícias

Estudo aponta consumo de crack em 90% das cidades de PE

Levantamento foi realizado pela Confederação Nacional dos Municípios.
Algumas cidades, como o Recife, não enviaram os dados para a pesquisa.

Do G1 PE

Em Pernambuco, 90% dos municípios convivem com o consumo do crack — é o que aponta o Observatório do Crack, um estudo feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Dentre as cidades que enfrentam as taxas mais altas de consumo da droga, estão lugares como Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, no Grande Recife, como mostrou o Bom Dia Pernambuco desta terça-feira (24).

Dentre as cidades que apresentam níveis preocupantes na questão das drogas também estão Vitória de Santo Antão e Ribeirão, na Zona da Mata, Pesqueira e Lajedo, no Agreste, e Serra Talhada, Ouricuri e Petrolândia, no Sertão do estado. No entanto, o levantamento, que foi feito a partir de dados fornecidos pelas prefeituras das cidades, não apresenta um panorama completo, uma vez que algumas gestões não enviaram os dados para a pesquisa – como o Recife, por exemplo.

O Observatório do Crack é um estudo realizado pela CNM anualmente, desde 2010. A instituição considera 5.568 municípios — no entanto, nem todos respondem à pesquisa. O levantamento é realizado a partir de um questionário online, respondido pela gestão de cada cidade, com dados descritivos. Tendo como ponto de partida questões sobre a problemática do crack e a rede de atenção existente em cada município, os gestores definem se o nível dos problemas causados pela circulação do crack é alto, médio ou baixo.

De acordo com a assistente social e consultora do Observatório da CNM, Rosângela Ribeiro, o estudo, que abrange todo o país, também aponta boas práticas. “Existem experiências de sucesso, como municípios na Paraíba transformaram cenas de uso [cracolândias] em unidades de acolhimento, aproveitaram aqueles espaços para revitalizar e trazer a comunidade para participar,  e isso é uma forma de prevenir, de envolver a sociedade no tratamento, na reinserção social”, comenta.

Ribeiro afirma ainda que, como a maioria dos municípios em situação crítica são de pequeno porte, a sugestão da CNM é investir nas ações de prevenção, com palestras, por exemplo. Ela também lembra que as ações de prevenção devem ser conjuntas entre vários setores. “A gente precisa de uma rede estruturada e integrada, o que significa ofertar tanto tratamento ambulatorial quanto internação, ações integradas em saúde, educação, assistência social e, principalmente, segurança pública”, completa.

Publicado em Notícias

Programa Internacional em Dependência Química

Acesse o site do Curso: (clique aqui)

O Programa Internacional em Dependência Química (International Programme in Addiction Studies) é uma colaboração única de três centros renomados no estudo e pesquisa sobre a dependência química: King’s College London (Reino Unido), Virginia Commonwealth University (Estados Unidos) e University of Adelaide (Australia). O certificado do aluno que completa o IPAS programme é conferido por essas três universidades.

O programa se destina a profissionais interessados na área da dependência química, incluindo aqueles que trabalham na área da  prevenção, políticas públicas e tratamento. Profissionais da área da saúde mental, saúde pública, medicina, psicologia, enfermagem, educação, farmácia são bem vindos a candidatar-se ao programa.

É necessário ter um diploma universitário e proficiência na língua inglesa (IELTS 7.0, TOEFL 600 (escrito em papel) or 250 (por computador) e boas referências profissionais e acadêmicas.

A presença em campus não é necessária. O curso é 100% “online” oferecendo flexibilidade aos alunos. Mas os módulos, tópicos e avaliações devem ser completados sequencialmente e todos os alunos devem completar os módulos simultaneamente. Ou seja, os alunos completando o curso em turno parcial devem dedicar 15-20 horas semanais e aqueles completando o curso em turno integral devem dedicar 20-40 horas semanais.

O Programa Internacional em Dependência Química oferece três opções de pós-graduação na área da dependência química:

•Graduate Certificate in International Addiction Studies: 12 créditos. Duração: 9 meses. Custo: US$9.960*.

• Advanced Graduate Certificate in International Addiction Studies: 24 créditos. Duração: 12 meses (turno integral) ou 24 meses (turno parcial). Custo: US$19,920*.

• Master of Science in Addiction: 36 créditos. Duração: 12 meses (turno integral) ou 24 meses (turno parcial). Custo: US$29,880.

Aulas iniciam em Setembro 2015. Existem planos de pagamento e bolsas de estudo disponíveis. As inscrições completas devem ser enviadas ate 10 de Agosto, 2015. Vagas limitadas. As inscrições completas (formulário completo, certificado, diplomas e referências) devem ser enviadas pelo site: : http://www.ipas.vcu.edu/apply-now/

Perguntas sobre o curso podem ser enviadas para Anna Williams: anna.v.williams@kcl.ac.uk

*custo do curso em dólares americanos para o ano acadêmico de 2014/2015

Publicado em Notícias

Crianças e adolescentes usuários de substâncias no serviço de emergência psiquiátrica

Fonte: SCIELO 2015

Crianças e adolescentes usuários de substâncias no serviço de emergência psiquiátrica

 http://www.scielo.br/pdf/ape/v28n1/1982-0194-ape-028-001-0013.pdf

Publicado em Notícias

Ressonâncias magnéticas revelam mudanças cerebrais significativas através do uso de drogas

Galileu

O que as drogas provocam alterações na consciência de seus usuários não é segredo pra ninguém. Mas como o cérebro reage diante do uso de narcóticos? O site Business Insider listou o efeito cerebral causado por quatro drogas diferentes: cogumelos alucinógenos, maconha, álcool e cocaína.

Cogumelos alucinógenos
Pesquisas recentes sugerem que o uso de cogumelos alucinógenos pode mudar a mente por acalmar a atividade cerebral tradicional e iniciar novas conexões entre as áreas do cérebro que originalmente não se comunicam. O psicoativo responsável por essa alteração é apsilocibina presente nos cogumelos.

Pra reproduzir o que acontece na prática, os autores da pequisa representaram o cérebro como um círculo contornado por diversos círculos menores (neurônios) interligados por algumas linhas finas (sinapses).

O cérebro sem efeito de drogas está próximo da ilustração à esquerda. Já o cérebro sob efeitos da psilocibina seria como na figura à direita. Os círculos menores estão com cores mais vivas para representar o aumento na atividade dentro de cada um deles. Da mesma forma, as linhas finas se multiplicaram, conectando áreas antes desconectadas, e ficaram mais grossas.

EFEITO CAUSADO POR COGUMELOS (FOTO: JOURNAL OF THE ROYAL SOCIETY INTERFACE)

São essas novas conexões que causam o efeito alucinógeno. O usuário passa a ter alucinações, ouvir vozes e ver cores inexistentes. Essas alterações também tem caráter relaxante, por isso tem caráter viciante.

Maconha
Se você comparar o cérebro de um usuário de maconha com um cérebro de alguém que nunca fumou poderá se surpreender com o tamanho das diferenças. O córtex orbitofrontal, uma parte crítica do cérebro responsável por processar emoções e tomar decisões, parece menor – como se tivesse encolhido. Além disso, algumas conexões mais fortes entre algumas partes do cérebro também podem ser observadas.

Em um estudo recente, os pesquisadores usaram ressonância magnética para obterem imagens tridimensionais dos cérebros de adultos que fumavam maconha pelo menos quatro vezes por semana, durante anos. A imagem abaixo revela as mudanças no córtex orbitofrontal.

efeitos causados pela maconha (Foto: Proceedings of the National Academy of Sciences)
EFEITOS CAUSADOS PELA MACONHA (FOTO: PROCEEDINGS OF THE NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES)

Segundo os autores da pesquisa, os usuários de maconha desenvolvem conexões cerebrais mais fortes, mesmo com o encolhimento do córtex.

Porém, os pesquisadores não conseguem explicar com precisão a relação do córtex menor com o uso da maconha. Existem duas possibilidades: a primeira é que o córtex orbitofrontal menor é natural e é uma predisposição para usuários de maconha; a segunda é que o uso exagerado de maconha que causa a redução do córtex orbitofrontal.

Álcool
Beber pode causar várias alterações no nosso sistema nervoso. Ficamos mais lentos,  perdemos momentaneamente parte do senso motor e até nossa memória é afetada – isso tudo, claro, se você for daqueles que bebem até cair.

Os autores de um estudo, reuniram dois grupos de pessoas – as que bebem até cair e as que bebem regularmente, mas sem exagero – para fazer um teste de memória enquanto seus cérebros eram observados via scanners.

Primeiro, os participantes tinham que apertar um botão quando um determinado número fosse exibido. Depois, eles tinham que apertar de novo o botão quando o mesmo número fosse mostrado de novo após dois intervalos.

O grupo de pessoas que bebem até cair mostrou mais atividade cerebral do que o outro grupo. Quanto mais eles bebiam, mais o cérebro mostrava alterações anormais. A imagem do estudo revela as diferenças.

efeitos do álcool (Foto:  )
EFEITOS DO ÁLCOOL 

A atividade cerebral do grupo dos que bebem até cair é mostrado em vermelho; enquanto as do outro grupo é mostrado em verde; áreas onde as atividades ocorreram em ambos os grupos é mostrado em cinza escuro.

Porque os dois grupos usam áreas diferentes do cérebro para executar a mesma função? Uma vez que as regiões do cérebro responsáveis por realizar uma tarefa não respondem direito, novas áreas são recrutadas para “assumir” essa carga de trabalho. Assim como no caso da maconha, os pesquisadores não são unânimes sobre a relação do álcool com essas atividades cerebrais.

Cocaína
Aspirada, fumada ou injetada, não importa. A cocaína entra na corrente sanguínea e penetra no cérebro em questão de segundos. Chegando lá, o cérebro estabelece um intenso sentimento de euforia – a sensação de estar chapado ou alto – causado pela sobrecarga de dopamina, psicoativo da cocaína. A sensação de prazer é tão forte que alguns animais de laboratório chegam a trocam comida por cocaína.

A parte do cérebro afetada pela cocaína inclui importantes centros de memória que, em estado normal, nos ajudam a lembrar de onde a fonte de prazer veio. Daí o alto poder de vício da droga: por afetar áreas ligadas ao prazer, os usuários sempre vão procurar pelo narcótico.

Camundongos dopados com cocaína desencadearam uma série de alterações nas células cerebrais no córtex pré-frontal – região responsável pelas tomadas de decisões e de inibição. Quanto maior a exposição à droga, maior o desejo de acessá-la novamente.

Más notícias para os “experimentadores”: os cientistas descobriram evidências de que a droga pode começar a afetar estruturas cerebrais já na primeira dosagem.

Publicado em Notícias

Pais contra as Drogas

por Miguel Tortorelli

Somos  CEM MIL (100.000) EM TODO O PAÍS. E todos, sem exceção, conhecemos as dificuldades para conseguir vaga para internação e tratamento dos nossos filhos, dos nossos familiares queridos quando se tornam dependentes de drogas. É um martírio procurar vaga na rede pública. É mais fácil achar agulha em palheiro. POR ISSO, VENHO COMO VICE-PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO AMOR EXIGENTE, FAZER UM APELO A TODOS VOCÊS:

NÃO DEIXEM FECHAR O ÚNICO HOSPITAL  PÚBLICO DA CIDADE DE SÃO PAULO QUE INTERNA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DEPENDENTES DE DROGAS, PRINCIPALMENTE, O CRACK, E QUE JÁ REPRESENTAM RISCOS ÀS SUAS FAMÍLIAS E À SOCIEDADE.  A INICIATIVA DE FECHAR É DA PREFEITURA. COMO ANUNCIOU O PREFEITO FERNANDO HADDAD , O OBJETIVO É SUBSTITUIR O HOSPITAL UNAD POR CAPS, QUE TODOS SABEMOS COMO É INEFICIENTE NO ATENDIMENTO DE NOSSOS ENTES QUERIDOS. O PREFEITO FALA EM CAPS COM INTERNAÇÕES DE ATÉ 15 DIAS.  PREFEITO, COM TODO O RESPEITO, MAS  15 DIAS NÃO DÁ NEM PARA DESINTOXICAR O DEPENDENTE!

PREFEITO FERNANDO HADDAD, AS MÃES ESTÃO DESESPERADAS. VAMOS AJUDÁ-LAS . COMO PAI, PREFEITO FERNANDO HADDAD , O SENHOR CONSIDERA JUSTO TRANSFERIR  PARA AS FAMÍLIAS ESTA IMENSA RESPONSABILIDADE  DE TRATAR FILHO OU PARENTE VICIADO EM DROGAS? ESTA DOENÇA É MUITO GRAVE, PREFEITO HADDAD!

LEMBRO TAMBÉM QUE SÃO PAULO TEM A MAIOR CRACOLÂNDIA DO PAÍS E, QUE JÁ SE PROLIFERA PARA TODOS OS BAIRROS DA CAPITAL. CRACOLÂNDIAS  QUE ESTÃO SE TRANSFORMANDO EM TERRITÓRIOS LIVRES PARA O USO DE DROGAS EM SÃO PAULO.

Lembro, também Prefeito Fernando Haddad, que os CAPS da capital não mandam dependentes em estado grave para a Unad, como revelam números de internações da direção deste importante hospital da prefeitura em São Paulo:

“UNAD era o único hospital municipal que atendia, sob o regime de internação, dependentes químicos ente 12 e 18 anos.  Desde que a SPDM assumiu a UNAD, em 2013,  foram atendidos 620 pacientes. Entre os adolescentes, 100% deles faziam uso de múltiplas drogas. Cerca de 75% deles tinham alguma comorbidade psiquiátrica (doença mental que ocorre junto com o uso de droga).  100% deles foram internados em momento de crise. Os principais motivos que levaram a internação foram: (1) estavam usando muita droga e fugiram do controle dos pais ou familiares, que não conseguiam mais leva-los a um serviço ambulatorial ou CAPS; (2) estavam usando muita droga e não tinham nenhum suporte social ou familiar e se encontravam em situação de rua; (3) estavam usando muita droga e tiveram a doença mental associada ao uso descompensada;  (4) estavam usando muita droga e em função disso entraram em conflito com a lei e o juiz os encaminharam para tratamento; A média de idade dos adolescentes atendidos foi de 15,9 anos. O principal encaminhador foi o CAPS. Mesmo os pacientes internados por ordem judicial, passaram por avaliação prévia de um médico dos CAPS. 17, 68% das internações  foram compulsórias, ou seja, pacientes eram usuários de drogas grave que em função de algum conflito com a lei, o juiz encaminhou para tratamento.  O DEIJ, fórum Ipiranga, são exemplos de encaminhadores do judiciário.”

MOTIVOS QUE ME LEVAM A FAZER UM APELO A TODOS OS INTEGRANTES DO AMOR EXIGENTE: SE   VOCÊ COMO EU QUER  HOSPITAL SEGURO E COM EQUIPE ESPECIALIZADA, LUTE TAMBÉM PARA A MANUTENÇÃO DA UNAD, NA ZONA SUL DE SÃO PAULO. MANDE SEU EMAIL PROTESTANDO COMO PAI, COMO INTEGRANTE DO AMOR EXIGENTE. AJUDE  AS FAMÍLIAS DA MAIOR CIDADE DO PAÍS AMEAÇADA  POR  UMA (anti) POLÍTICA QUE COLOCA EM RISCO NOSSOS FILHOS.

Ajudar mandando email é uma decisão sua. MAS GARANTO QUE SE VOCÊ MANDAR O SEU EMAIL  ,MILHARES DE MÃES E PAIS DE SÃO PAULO VÃO SER GRATOS POR ESTA CORAJOSA INICIATIVA, QUE DEMONSTRA CIDADANIA.

QUEREMOS SABER  A SUAOPINIÃO. DEIXE SUA MENSAGEM.

OBRIGADO.

Miguel Tortorelli

Vice presidente da FEAE

Publicado em Notícias