Maconha, glamourização e realidade

Jornal o Estado de S. Paulo

As drogas estão matando a juventude. A dependência química exige ações firmes

*Carlos Alberto Di Franco

O Uruguai, que já permitia o consumo da maconha, legalizou a produção e a venda da droga. Em entrevista à revista Veja, o presidente Tabaré Vázquez, de 76 anos, que ocupa o cargo pela segunda vez, falou a respeito da política de drogas de seu país.

“Estamos implementando a lei aos poucos. Não é como colocar um produto qualquer no mercado (…). Quando se começou a combater o tabagismo porque estava demonstrado que o hábito provocava problemas cardiovasculares e câncer, as empresas lançaram o cigarro light. Depois, o ultralight. Mas isso não importa. Todos eles causam danos ao organismo. Maconha é maconha. Seu princípio ativo é a Cannabis. Essa substância produz efeitos que podem ser usados pelos médicos em benefício do paciente, mas também gera consequências deletérias ao corpo humano. Por mais que se tenha obtido uma maconha geneticamente pura, isso não significa que os efeitos nocivos foram extraídos e só ficaram os positivos.”

Indagado se acredita que a regulação da maconha vá reduzir o narcotráfico e a criminalidade, Vázquez deixou claro que estão caminhando em terreno desconhecido e incerto: “É muito cedo para tirar conclusões desse tipo. Teremos de esperar um tempo maior. Só então veremos o que aconteceu”. É uma aventura. Pode custar muitas vidas.

O atual presidente herdou do antecessor, José Mujica – que pertence à mesma coligação de esquerda, a Frente Ampla –, a lei que regulariza a produção, a venda e o consumo de maconha. Nas entrelinhas da entrevista, e em vários momentos, Tabaré Vázquez teve a honestidade de reconhecer que as coisas não são tão simples como apregoam os defensores da liberação das drogas.

Na verdade, os defensores da regulação, lá e aqui, armados de uma ingenuidade cortante, acreditam que a descriminalização reduzirá a ação dos traficantes. Mas ocultam uma premissa essencial no terrível silogismo da dependência química: a compulsividade. O usuário, por óbvio, não ficará no limite legal. Sempre vai querer mais. É assim que a coisa acontece na vida real. O tráfico, infelizmente, não vai desaparecer.

A psiquiatra mexicana Nora Volkow é uma referência na pesquisa da dependência química no mundo. Foi quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro. Desde 2003 na direção do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, Nora Volkow é uma voz respeitada. No momento em que recrudesce a campanha para a descriminalização das drogas, suas palavras são uma forte estocada nos argumentos politicamente corretos.

A cientista foi entrevistada também pela revista Veja, faz alguns anos. O semanário trouxe à baila um crime que chocou a sociedade. O cartunista Glauco Villas Boas e seu filho foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT), na forma de um chá conhecido como Santo Daime.

“Que efeito essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico?” A resposta foi clara e direta: “Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentarem a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz”. De lá para cá nada mudou.

Quer dizer, a descriminalização das drogas facilitaria o consumo das substâncias. Aplainado o caminho de acesso às drogas, os portadores de esquizofrenia teriam, em princípio, maior probabilidade de surtar e, consequentemente, de praticar crimes e ações antissociais.

Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com o jovem assassino do cartunista. Essa suposição, muito razoável, é um tiro de morte no discurso da ingenuidade.

Além disso, a maconha, droga glamourizada pelos defensores da descriminalização, é frequentemente a porta de entrada para outras drogas. “Há quem veja a maconha como um droga inofensiva”, diz Nora Volkow. “Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes”, sublinha.

Pode, efetivamente, causar ansiedade, perda de memória, depressão e surtos psicóticos. Não dá para entender, portanto, o recorrente empenho de descriminalização.

Também não serve o falso argumento de que é preciso evitar a punição do usuário. Nenhum juiz, hoje em dia, determina a prisão de um jovem por usar maconha. A prisão, quando é feita, está ligada à prática de delitos que derivam da dependência química: roubo, furto, tráfico, etc. Na maioria dos casos, acertadamente, o que há é a aplicação de penas alternativas, tais como prestação de serviços à comunidade e eventuais multas, no caso de réu primário.

Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência europeia. Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não existe meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que muito cedo se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da “inofensiva” maconha preconizada pelos arautos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes.

As drogas estão matando a juventude. A dependência química não admite discursos ingênuos, mas ações firmes e investimentos na prevenção e recuperação de dependentes.

*Carlos Alberto Di Franco – Jornalista

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Presídios e a conversa mole da descriminação das drogas

Revista Veja

É evidente que acho cabível o debate sobre a descriminação, embora eu me oponha à tese. Mas não para resolver o problema dos presídios ou da violência.

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Lei obriga unidades de saúde de SC a informar embriaguez de adolescentes

Conselho Tutelar e pais ou responsáveis precisam ser avisados.
Casos de uso de drogas por crianças e adolescentes também entram na lei.

 Do G1 SC
Unidades de saúde são obrigadas a informar Conselho Tutelar e pais ou responsáveis
(Foto: CDC/Debora Cartagena)

Foi publicada no Diário Oficial do Estado uma lei que obriga tanto a rede pública de saúde como a particular a comunicar o Conselho Tutelar e os pais casos de ingestão de álcool ou drogas por crianças e adolescentes.

A lei número 17.078/2017 foi publicada na sexta-feira (13) e divulgada pela Secretaria de Estado da Casa Civil de Santa Catarina nesta segunda (16).

A norma prevê a possibilidade de multa se a medida for descumprida sem justificativa. A penalidade é de R$ 2 mil após a advertência, e o valor dobra a cada reincidência.

Os valores arrecadados com multas serão usados em clínicas de recuperação para dependentes químicos. Para isso, serão depositados no Fundo de Desenvolvimento Social (Fundosocial).

“A prevenção do consumo de drogas, incluindo o álcool, por parte de crianças e adolescentes é responsabilidade de todos, mas recai sobre o pediatra nas emergências hospitalares a responsabilidade de estar alerta aos sinais e sintomas provocados pelo consumo ou abstinência do uso de drogas, tratar a intoxicação aguda, prevenir a recaída e orientar pais ou responsáveis sobre os efeitos que o uso das drogas provoca no indivíduo, sendo a dependência umas das mais temidas”, afirmou o médico-auditor do Hospital Infantil Joana de Gusmão, de Florianópolis, Roberto Tobaldini.

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Droga estreita direita e esquerda num abraço insano

Veja – Blog – Reinaldo Azevedo

O lobby em favor da descriminação das drogas é um dos mais fortes do Brasil. A bandeira costuma ser brandida pela esquerda, que mudou sua abordagem sobre o assunto, especialmente a partir do fim da década de 60. Antes tidas como símbolos da alienação burguesa, as substâncias ditas ilícitas passaram à condição de agentes da libertação.

À direita, não são poucas as correntes que pensam a mesma coisa, encarecendo, nesse caso, a liberdade individual. Se o Espírito Santo fornecesse a cada um a droga e a dose de sua predileção, assim poderia ser. Mas a produção, a venda e o consumo ocorrem dentro de uma organização dada; são, pois, fenômenos sociais e econômicos. Meu querido consumidor esquerdista ou libertário! Mesmo quando tudo nos é permitido, nem tudo nos convém. Estamos aqui a falar de Paulo, o Apóstolo. Ademais, a plena liberdade é também a plena solidão.

O tema da descriminação do consumo de drogas, nesse momento, é uma excrescência que atende a um viés puramente ideológico. Ora, se as facções criminosas deixassem de ter no tráfico a sua fonte principal de renda, passariam, por acaso, à condição de contribuintes da Receita Federal, aí já como conglomerados empresariais? Com a devida vênia, é um raciocínio meio asnal. Depois faríamos o quê? A descriminação do roubo de automóveis? Dos sequestros? Dos assaltos? É como o marido ou a mulher que resolve dar sumiço ao sofá em que flagrou o parceiro em saliências com o vizinho ou com a vizinha. Não fosse o sofá…

Então o estado brasileiro não consegue impedir que um preso trancafiado passe adiante uma ordem para matar pessoas ou para meter o terror na sociedade, e uma das ideias que temos para resolver o problema é libertar traficantes — só os pequenos, claro…?

A tese é obviamente insustentável.

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Associação de bares reage à proposta de Greca de fechar “baladas” à meia-noite

Gazeta do Povo – Rogerio Waldrigues Galindo

Segundo o prefeito eleito de Curitiba, a “balada” poderia se encerrar à meia-noite por motivos de segurança

O setor de bares e restaurantes reagiu imediatamente à declaração do prefeito eleito Rafael Greca (PMN) de que Curitiba poderia determinar um horário máximo para fechar esses restaurantes. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao colunista Reinaldo Bessa, da Gazeta do Povo.

Segundo Greca, a “balada” poderia se encerrar à meia-noite em Curitiba, por motivos de segurança. O prefeito eleito citou exemplos de outras cidades que já fariam isso com sucesso.

“Vamos fechar os bares mais cedo. Para que haja um tempo para lavagem e limpeza da cidade e para o repouso dos moradores. Se a balada começa às seis da tarde, pode terminar à meia-noite. É assim em Londres, em Paris, em Berlim. Não precisa o bar ficar aberto a noite toda. Até porque não rende, ficar aberto na hora da fuzarca, da transgressão. Isso só serve pro traficante”, afirmou.

Questionado sobre a declaração, o presidente do conselho estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Marcelo Woellner Pereira, disse achar “estranho” que Greca não tenha comentado nada sobre o assunto durante a campanha eleitoral.

“Tivemos uma reunião do trade turístico com ele e não houve uma palavra sobre isso”, afirma, dizendo que o setor certamente vai reagir caso o prefeito eleito leve a proposta adiante. “O problema da falta de segurança não é culpa de bares e restaurantes. O que falta é policiamento, fiscalização”, disse.

Pereira diz que os dados de outras cidades brasileiras que adotaram horário de fechamento para o comércio mostra que isso não resolveu o problema da segurança. “Pelo contrário. Eu, por exemplo, tenho um estabelecimento que funciona 24 horas. Mantenho seguranças e nunca houve um incidente grave sequer. Até o fato de haver gente constantemente ali torna a região mais segura. Quem vai roubar um carro com todo mundo olhando?”, diz.

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Estudo genético confirma associação da maconha com esquizofrenia

Revista Veja

De acordo com um novo estudo, pessoas com risco genético aumentado para esquizofrenia são mais propensas a fumar maconha

Da redação

Um estudo genético feito por pesquisadores britânicos mostrou que pessoas com esquizofrenia são mais propensas a fazerem uso de maconha de forma abusiva e de desenvolverem sintomas psicóticos. (iStock/Getty Images)
Pesquisa publicada recentemente no periódico científico Psychological Medicine comprovou por meio de análises genéticas o que estudos anteriores já haviam sugerido de forma observacional: o consumo da maconha é particularmente perigoso para pessoas com propensão genética à esquizofrenia, mas, principalmente, que os esquizofrênicos tendem a usar mais a droga.

Evidências genéticas

No novo estudo, pesquisadores da Escola de Psicologia Experimental da Universidade Bristol, no Reino Unido analisaram fatores genéticos que podem prever se uma pessoa é suscetível a usar cannabis e também sua suscetibilidade à esquizofrenia. Os resultados confirmaram que começar a fumar maconha pode sim aumentar o risco de esquizofrenia, mas, em especial, uma pessoa  que carrega genes associados à doença são mais propensas a se tornarem usuárias da droga e a fazer isso de forma abusiva.Um das possíveis explicações para essa relação, segundo os autores, é que os fatores genéticos para a esquizofrenia são mais fortes do que aqueles para o uso da cannabis. Marcus Munafò, coautor do estudo, especula também que “certos comportamentos ou sintomas associados ao risco de esquizofrenia podem ser aliviados pelos efeitos da cannabis”. Em outras palavras, o consumo de cannabis pode ser uma espécie de automedicação nessas pessoas.Outra possível explicação, segundo o especialista, é que “as pessoas com maior risco de esquizofrenia podem desfrutar mais dos efeitos psicológicos da cannabis. Há um consenso crescente de que o consumo de cannabis pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia. Nossos resultados apoiam isso, mas também sugerem que aqueles com maior risco de esquizofrenia podem ser mais propensos a experimentar cannabis”.

Maconha e esquizofrenia

Estudos anteriores já haviam mostrado que o consumo de maconha é mais comum em pessoas com psicose do que entre a população em geral e que, em muitos casos, esse hábito também pode aumentar o risco de sintomas psicóticos. O uso da droga já foi associado a sintomas do distúrbio, como paranoia e pensamentos delirantes, em até 40% dos usuários.No início desse ano, de acordo com o site especializado Medical News Today, pesquisadores alertaram que pessoas jovens que usam cannabis poderiam aumentar seu risco de desenvolvimento de problemas psicóticos. Além disso, pessoas com esquizofrenia parecem ter uma maior chance de experimentar sintomas psicóticos ao usarem a droga. Entretanto, até o momento, esses resultados não foram considerados definitivos e especialistas pediram mais pesquisas.

THC versus CBD

Em relação ao papel da maconha em aumentar ou reduzir os sintomas de esquizofrenia, Munafò afirma que, embora sejam necessários mais estudos, pesquisas existentes sugerem que dois dos constituintes da cannabis, o tetrahidrocannabinol (THC) e o canabidiol (CBD), podem ser os responsáveis por esses efeitos contraditórios.De acordo com o Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos (Nida, na sigla em inglês), enquanto a intoxicação por THC tem sido associada com experiências psicóticas transitórias, o CBD não desencadeia alterações mentais e pode ter potencial como uma medicação. Entretanto, a maconha “recreacional” tem um alto teor de THC e baixo de CBD, daí sua provável contribuição para o aumento de sintomas psicóticos em pessoas propensas à esquizofrenia.

Esquizofrenia

O distúrbio mental é caracterizado quando há perda de contato com a realidade, alucinações (audição de vozes), delírios, pensamentos desordenados, índice reduzido de emoções e alterações nos desempenhos sociais e de trabalho. A esquizofrenia afeta cerca de 1% da população mundial. O tratamento é feito com uso de remédios antipsicóticos, reabilitação e psicoterapia.
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Região de Franca, SP, tem apreensão recorde de drogas em 2016, diz polícia

Dise apreendeu 1,1 t de maconha, 14,5 kg de cocaína e 11,9 kg de crack.
Plantação com 25 mil pés de maconha foi maior investigação, diz delegado.

Do G1 Ribeirão e Franca

A Polícia Civil registrou recorde de apreensão de drogas em 2016 na região de Franca (SP), segundo dados da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). De janeiro a dezembro, foram retiradas das ruas 1,1 tonelada de maconha, 14,5 quilos de cocaína e 11,9 quilos de crack.

Ao todo, a Dise realizou 91 flagrantes e prendeu 102 pessoas por tráfico de drogas – 89 foram homens e 13 mulheres, com idades entre 18 e 62 anos. Oito adolescentes também foram apreendidos por suspeita de envolvimento nos crimes.

Em Franca, o Jardim Aeroporto e a Vila São Sebastião lideram o ranking de ocorrências de tráfico de drogas. Entretanto, as duas maiores apreensões de 2016 ocorreram na zona rural, próximo a Patrocínio Paulista (SP), e também em Cristais Paulista (SP).

“Foi um trabalho árduo desenvolvido diuturnamente, até aos finais de semana, que culminou nessas apreensões. Nós temos que enaltecer ainda o trabalho da população, com denúncias que normalmente são feitas anonimamente”, disse o delegado Djalma Donizete Barbosa.

A primeira maior apreensão ocorreu em maio, quando um homem de 29 anos foi preso com 100 quilos de maconha e dois quilos de pasta base de cocaína no Centro. Na época, a polícia informou que o suspeito já havia sido preso há três anos pelo mesmo crime.

No mês seguinte, após denúncia anônima, outro homem foi preso quando escondia 20 quilos de maconha em um balde, em um terreno no Jardim Portinari. Os tijolos foram encontrados com a ajuda de cães farejadores.

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Imagem aérea mostra extensão da plantação de maconha apreendida em julho (Foto: Reprodução/EPTV)

Em julho, uma plantação com 25 mil pés de maconha foi descoberta nas imediações do Jardim Aeroporto. Segundo a Polícia Civil, as plantas renderiam duas toneladas da droga. Um homem foi preso, um revólver calibre 38 e uma espingarda CBC 38 foram apreendidos.

Na época, a polícia informou que a quadrilha possuía estrutura para manter a plantação, com bomba d’água e mangueiras, além de um laboratório para secagem e preparo da droga para comercialização. As plantas foram destruídas.

Um mês depois, cinco homens foram presos com 780 quilos de maconha em uma chácara no Condomínio Água Viva, em Cristais Paulista. Dois carros importados, um caminhão usado para transportar a droga e uma moto foram apreendidos.

“Nessa ação, não fugiu nenhum, todos foram presos. Inclusive, alguns estavam no interior da chácara, porque esperamos o momento oportuno para abordá-los, para que não houvesse fuga. Alguns já tinham passagens e haviam sido presos por tráfico de drogas”, disse Barbosa.

As drogas apreendidas ao longo do ano foram incineradas em uma indústria em Patrocínio Paulista. A última remessa foi levada em 22 de dezembro, quando 158 quilos de entorpecentes foram destruídos.

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