Estudo aponta consumo de crack em 90% das cidades de PE

Levantamento foi realizado pela Confederação Nacional dos Municípios.
Algumas cidades, como o Recife, não enviaram os dados para a pesquisa.

Do G1 PE

Em Pernambuco, 90% dos municípios convivem com o consumo do crack — é o que aponta o Observatório do Crack, um estudo feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Dentre as cidades que enfrentam as taxas mais altas de consumo da droga, estão lugares como Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, no Grande Recife, como mostrou o Bom Dia Pernambuco desta terça-feira (24).

Dentre as cidades que apresentam níveis preocupantes na questão das drogas também estão Vitória de Santo Antão e Ribeirão, na Zona da Mata, Pesqueira e Lajedo, no Agreste, e Serra Talhada, Ouricuri e Petrolândia, no Sertão do estado. No entanto, o levantamento, que foi feito a partir de dados fornecidos pelas prefeituras das cidades, não apresenta um panorama completo, uma vez que algumas gestões não enviaram os dados para a pesquisa – como o Recife, por exemplo.

O Observatório do Crack é um estudo realizado pela CNM anualmente, desde 2010. A instituição considera 5.568 municípios — no entanto, nem todos respondem à pesquisa. O levantamento é realizado a partir de um questionário online, respondido pela gestão de cada cidade, com dados descritivos. Tendo como ponto de partida questões sobre a problemática do crack e a rede de atenção existente em cada município, os gestores definem se o nível dos problemas causados pela circulação do crack é alto, médio ou baixo.

De acordo com a assistente social e consultora do Observatório da CNM, Rosângela Ribeiro, o estudo, que abrange todo o país, também aponta boas práticas. “Existem experiências de sucesso, como municípios na Paraíba transformaram cenas de uso [cracolândias] em unidades de acolhimento, aproveitaram aqueles espaços para revitalizar e trazer a comunidade para participar,  e isso é uma forma de prevenir, de envolver a sociedade no tratamento, na reinserção social”, comenta.

Ribeiro afirma ainda que, como a maioria dos municípios em situação crítica são de pequeno porte, a sugestão da CNM é investir nas ações de prevenção, com palestras, por exemplo. Ela também lembra que as ações de prevenção devem ser conjuntas entre vários setores. “A gente precisa de uma rede estruturada e integrada, o que significa ofertar tanto tratamento ambulatorial quanto internação, ações integradas em saúde, educação, assistência social e, principalmente, segurança pública”, completa.

Anúncios

Sobre Clínica Alamedas

A dependência química está relacionada a diversas questões, seja no aspecto psicológico, biológico, social, econômico ou cultural de toda a família e pessoas ao redor do paciente. A clínica Alamedas possui uma estrutura completa com profissionais competentes e experientes para ajudar cada paciente e a sua família a superar a dependência química, com qualidade de vida e saúde.
Esse post foi publicado em Notícias. Bookmark o link permanente.