Adolescentes preferem usar cigarro eletrônico ao tabaco, sugere estudo

G1 – Da France Presse

Pesquisa no País de Gales mostra que mais jovens provam tipo de cigarro.
Quanto ao uso regular, tabaco ainda prevalece.

Jovem fuma cigarro eletrônico em Nova York (Foto: Reuters/Mike Segar/Arquivo)

Os adolescentes são mais propensos a provar o cigarro eletrônico do que o cigarro tradicional, mas poucos deles o adotam, segundo estudo britânico publicado nesta quinta-feira (16).

Com base em duas pesquisas feitas com 10.600 jovens do País de Gales, com idade entre 10 a 16 anos, o estudo mostra que 5,8% da população com faixa etária entre 10 e 11 anos já provou cigarro eletrônico ao menos uma vez. Quando a pergunta refere-se ao cigarro convencional, a taxa cai para 1,6%.

O teste do cigarro eletrônico aumenta com a idade, chegando a 12,3% entre a faixa dos 11 a 16 anos de idade, mas ainda é menor do que o de tabaco, com exceção dos adolescentes entre 15 e 16 anos.

Apenas 1,5% daqueles com idade entre 11 e 16 anos relatam o uso regular (pelo menos mensalmente) do cigarro eletrônico, “o que sugere que o vaporizador não contribui diretamente e de forma significativa para a dependência da nicotina nos adolescentes de hoje”, escrevem os autores do estudo publicado na revista médica “BMJ Open”.

Quem já é fumante é maior usuário
No entanto, eles reconhecem que os usuários regulares do cigarro eletrônico são muitas vezes aqueles que fumam ou já fumaram tabaco ou maconha, fato que contraria a tese de que o e-cigarro seria uma porta de entrada para o tabagismo.

Eles continuam cautelosos e notam que é “possível que o uso do e-cigarro e do tabaco sejam favorecidos por fatores semelhantes e ocorrem simultaneamente sem uma relação de causa e efeito”.

Entre outras lições tiradas do estudo, figuram a constatação de que o cigarro eletrônico é um fenômeno que afeta adolescentes de todas as origens sociais e sexos, enquanto o tabagismo continua a ser maior entre os meninos de classe trabalhadora.

“Nossos resultados sugerem que a vaporização poderia se espalhar entre os jovens e tornar-se uma espécie de padrão, independentemente do status econômico e social, etnia ou gênero, como foi o caso da maconha e outras drogas recreativas na década de 1990”, notam os autores do estudo, liderado pelo professor Graham Moore, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

O estudo britânico é bastante próximo ao de outros estudos publicados nos últimos anos, mostrando um forte interesse de jovens adolescentes para o e-cigarro, embora muitos países já têm ou estão prestes a legislar no sentido de proibir sua utilização em menores de 18 anos, como é o caso do tabaco.

De acordo com uma pesquisa da associação Paris Sem Tabaco, realizado a partir de uma amostra representativa de 2% dos estudantes do ensino médio na capital francesa, a proporção de alunos do ensino secundário (12 a 19) que já experimentou o cigarro eletrônico explodiu nos últimos anos: 39% em 2014 contra 10% em 2011.

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