Especialistas dizem que crack é um dos responsáveis por violência no RS

Jornal Nacional

Nos três primeiros meses do ano, estado registrou quase 650 assassinatos.
Quase 90% das vítimas tinham antecedentes ligados a droga, diz delegado.

Nos três primeiros meses do ano, o Rio Grande do Sul registrou quase 650 assassinatos. E, segundo a polícia, uma grande parte teve ligação com o tráfico de drogas. Especialistas em segurança pública dizem que o crack é hoje um dos maiores responsáveis pela violência no estado.

Uma praga que se espalha rapidamente. “Perdi família, filhos, mulher. A gente anda na rua igual mendigo: barbudo, sem tomar banho”, conta o instalador de som Luciano dos Santos Remião.

E o vício das drogas não destrói apenas a vida dos dependentes e das famílias. Ele também alimenta uma rede de crimes.

A polícia diz que o tráfico de drogas é responsável pela maioria dos homicídios registrados no estado. Só nos primeiros três meses deste ano, 643 pessoas foram assassinadas no Rio Grande do Sul. E a região metropolitana de Porto Alegre é a mais violenta.

“Nós temos constatado que quase 90% das vítimas apresentam antecedentes policiais, e a grande maioria desses antecedentes está vinculada às drogas”, explica o delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Paulo Rogério Grillo.

E não é difícil encontrar esses grupos. No vídeo desta reportagem, luzes que piscam são produzidas pela queima de drogas. Em outro bairro de Porto Alegre, pessoas andam para lá e para cá, em um corre-corre que chama atenção. Os movimentos com as mãos são rápidos. Pequenos traficantes no trabalho de formiguinha vão e vêm vendendo pedras de crack. Com uma câmera escondida, o Jornal Nacional flagrou a venda sem cerimônia.

E o tráfico de drogas acontece a 300 metros de um dos prédios mais importantes do Rio Grande do Sul, a Secretaria de Segurança. “Todos os dias nós temos um alto índice de prisão por tráfico. Tu tira hoje um, logo em seguida já outro assume o lugar. Nós vamos lá de novo e prendemos aquele”, afirma o tenente-coronel Antônio Carlos Maciel Júnior, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Quem trabalha no tratamento de dependentes diz que é difícil acabar com o vício de um dia para o outro. Por isso, o tratamento inclui a chamada redução de danos. O dependente é incentivado a ir diminuindo as doses até conseguir parar de vez. Eles também são estimulados a se reaproximar da família e dos amigos.

“Quando a gente escuta de um paciente ‘Ah, hoje eu vim aqui, me senti bem, estou conseguindo olhar pra minha vida de uma outra forma’, isso para nós também é recuperação”, destaca a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial, Siluane Santos.

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