RS vai testar aparelho que identifica uso de drogas por motoristas

Novo aparelho funciona como bafômetro e identifica uso de droga na hora.
Equipamento será aliado da Polícia Rodoviária e de agentes de fiscalização.

Do G1 RS

O Rio Grande do Sul vai testar um aparelho que mostra na hora se eles consumiram diversos tipos de drogas, como cocaína, maconha, heroína, anfetaminas, metanfetaminas e tranquilizantes. O equipamento deverá ser um aliado da Polícia Rodoviária e dos agentes de fiscalização de trânsito, como mostra a reportagem do RBS Notícias, da RBS TV.

DDS-2 será usado no RS para avaliar o uso de drogas por parte de motoristas (Foto: Divulgação/Alere)
DDS-2 será usado no RS para avaliar o uso de drogas (Foto: Divulgação/Alere)

A novidade foi um dos assuntos de um encontro organizado pelo Instituto Crack Nem Pensar nesta sexta-feira (26) em Porto Alegre, no Dia Internacional de Luta contra o Tráfico e Uso de Drogas. O novo aparelho funciona como um bafômetro e identifica na hora a presença da droga.

“A ideia é que se possa ter algum tipo de instrumento que reflita imediatamente a condição do motorista para outras drogas que não apenas o álcool”, diz o professor e diretor do Centro de Álcool e Drogas (Cpad) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Flávio Pechansky.

A instituição ainda não pode estimar uma data para o início do uso, já que questões de logística e de método ainda precisam ser estudadas. Entretanto, é provável que o equipamento entre em fase de testes no trânsito até o final deste ano.

Segundo o Cpad, o aparelho DDS-2,  fabricado  pela  empresa  Alere,  se assemelha  a  uma  máquina  leitora  de  cartão  de  crédito. O motorista abordado deverá inserir uma espécie de tubo na boca para reter uma amostra de sua saliva. O objeto posteriormente será colocado em um cartucho que será acoplado ao equipamnento. A saliva então sofrerá uma reação química dentro do aparelho, que após alguns minutos fornecerá o resultado na tela.

Segundo especialistas, para evitar que o motorista chegue a esse ponto, a educação deve começar em casa.

“Os nossos filhos não aprendem a dirigir com 18 anos em um Centro de Formação de Condutores, eles aprendem pelo exemplo dos pais. E isso não só na direção. Então, não adianta dizer para um filho não correr, não beber, se um pai às vezes no meio de uma viagem para o carro para almoçar e pede uma cervejinha. Então tem que dar o exemplo. Um exemplo  vale mais do que mil palavras”, diz a presidente da Fundação Thiago Gonzaga, Diza Gonzaga.

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