SP tem ‘minicracolândia’ no bairro nobre dos Jardins

CBN – São Paulo

Embaixo do Viaduto Okuhara Koei, a metros da Avenida Paulista, o consumo de crack é descarado. A bebida, maconha, cola e tiner também estão liberados.

Próximo a um dos principais cartões postais de São Paulo, um grupo de cerca de 40 pessoas se aglomerava entre cobertores e caixas de papelão, consumindo crack e álcool na tarde dessa quinta-feira.

Embaixo do viaduto Okuhara Koei, a metros da Avenida Paulista, na região do Jardins, no centro de São Paulo, uma “minicracolândia” se consolida em plena luz do dia. O consumo da “pedra”, como os dependentes chamam a droga, é descarado. Bebida, maconha, cola, tiner também estão liberados.

A sensação de insegurança está estampada na cara dos comerciantes e moradores da região. Dono de um bar bem perto da “minicracolândia” do Jardins, José Correia da Silva, já se cansou de contar a quantidade de problemas que ele teve com os clientes e os moradores de rua. Segundo ele, pequenos furtos são comuns.

Manoel Messias Lima trabalha em uma borracharia no final da Avenida Rebouças em frente ao viaduto onde está a “minicracolândia”. Ele também disse que é bem comum ver casos de roubo de celulares e bolsas.

O borracheiro, que está há 11 anos trabalhando no mesmo local, conta que já precisou partir para cima de um morador de rua que queria quebrar um carro que estava parado na loja.

Para a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciana Temer, é necessário fazer uma abordagem intersetorial com a presença, por exemplo, de funcionários da saúde para sanar o problema da região. De acordo com Luciana, a situação da minicracolândia do Jardins é complexa.

Segundo dados mais recentes, o número de moradores de rua em São Paulo cresceu 10% nos últimos quatro anos. No total, de acordo com um estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica em parceria com a prefeitura, há quase 16 mil pessoas nesta situação.

Os moradores de rua se concentram principalmente na região central da capital e têm, em média, 40 anos.

Usuários de crack se concentram embaixo do Viaduto Okuhara Koei, a metros da Avenida Paulista
(Crédito: César Rosati/CBN)

Leia mais: http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2015/07/16/SP-TEM-MINICRACOLANDIA-NO-BAIRRO-NOBRE-DOS-JARDINS.htm#ixzz3g9DF9qun

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