Associação de Químicos do Uruguai se manifesta contra a venda de maconha em farmácias

site Deputado Osmar Terra

A Associação de Química e Farmácia do Uruguai (AQFU) pediu, em manifestado lançado na semana passada, a lei que permite a venda de maconha em farmácias.

Em nota à imprensa a entidade destacou que “as farmácias devem trabalhar em favor da saúde da população e o consumo de substâncias psicoativas para uso recreativo, sejam elas legais ou não, é prejudicial à saúde”.

A AQFU compara a maconha ao álcool e cigarros de tabaco. Num trecho afirma: “as farmácias não vendem outras substâncias de uso recreativo como tabaco ou álcool”.

A nota prossegue afirmando que a ideia contida numa lei inédita que regula o mercado da maconha no Uruguai “não condiz com as políticas que o governo está implantando em relação a outras substâncias de consumo legal altamente usada pela população (tabaco e álcool)”.

Os profissionais que respondem como responsáveis técnicos das farmácias no Uruguai (a exemplo do Brasil, cada estabelecimento tem um) exigem a revisão da lei.

“É imprescindível rever a lei que propõe que as farmácias passem d um lugar de incentivo a uma saudável e dedicado à prevenção da saúde e mitigação e; ou cura de doenças, para ser um distribuidor de uma substância psicoativa de uso recreativo.”

O governo uruguaio anunciou recentemente a entrega de duas licenças de produção, pela iniciativa privada, da plantação de maconha para venda na rede de farmácias. Isto quer dizer que em maio de 2016, as farmácias uruguaias venderão a droga livremente.

O deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS) avalia:

– Quando o governo uruguaio fala em acordo com os farmacêuticos, se refere aos proprietários do estabelecimento e não aos químicos profissionais, responsáveis técnicos do local. Como se vê, o tema “maconha” não está pacificado, como fazem crer algumas pessoas. Não me surpreenderia se o Congresso do pais vizinho revisar a lei.

O parlamentar lembra ainda que a luta antitabagista foi o centro da mensagem do presidente do Uruguai Tabaré Vazquez, durante na Assembleia Geral da ONU:

– Tabaré Vazquez é médico e sabe do atentado à saúde da população contida na lei. A venda de maconha em farmácias, como se fosse um medicamento, é um absurdo a ser corrigido – encerra o deputado.

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