Bombeiro poderá tratar dependência química em hospital militar no RJ

Superiores poderão encaminhar agentes para o grupo de tratamento. Em caso de crime comum ou militar, porém, condução é compulsória.

Gabriel Barreira Do G1 Rio

A guerra às drogas chegou ao quartel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. A preocupação neste caso, porém, não é o comércio ilegal de entorpecentes — e sim a saúde dos agentes. O comandante-geral da corporação, Ronaldo Jorge Brito de Alcântara, autorizou a criação de um grupo para tratamento da dependência de álcool e drogas de seus subordinados no último dia 8. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (15).

O atendimento será realizado no Hospital Central Aristarcho Pessoa (Hcap), no Rio Comprido, Zona Norte da cidade. O Grupo de Recepção de Acolhimento Multidisciplinar (Gram), como já é chamado, será formado por pelo menos cinco profissionais. A equipe terá um coordenador, um psiquiatra, um enfermeiro, um psicólogo e um assistente social — entre oficiais e praças.

A resolução assinada por Alcântara reconhece, a exemplo da Organização Mundial de Saúde (OMS), a dependência química como uma “doença (…) grave e complexo problema social”. Admite, ainda, que o problema cresce na sociedade como um todo, “atingindo também os bombeiros militares”.

“O GRAM funcionará como porta de entrada para as demandas de tratamento referentes ao uso de álcool e outras drogas”, diz o texto.

Os dependentes poderão se apresentar voluntariamente, mas também podem ser encaminhados pelos seus superiores — como comandantes, chefes ou diretores. Caso cometa um crime por conta do uso de álcool ou droga— seja a infração militar ou civil —, o encaminhamento do militar será compulsório.

Pezão: ‘Enquanto houver consumo, vai ter guerra’
Em uma declaração polêmica em agosto, o governador Luiz Fernando Pezão disse que a “guerra às drogas” continuará existindo enquanto houver consumidores. Ele se disse um estudioso do assunto e se mostrou contrário a legalização do uso de entorpecentes.

“O governo trabalhando com a polícia presente, com a polícia enfrentando a marginalidade. Infelizmente enquanto houver consumidor de drogas e tiver as pessoas entrando com armamento vai ter essa guerra. Enquanto houver consumo, as pessoas procurando, se viciando, vai ter a guerra pelo tráfico. A boca de fumo da muito dinheiro, você vai em uma boca de fumo da Rocinha dá dois milhões por semana. Não é trivial ter cem milhões no faturamento sem recolher imposto, sem nada dentro da Zona Sul do Rio de Janeiro”, disse na ocasião.

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