Uso de bebida alcoólica ou droga é comum em 46% dos lares de Taubaté

Pesquisa foi feita em 25 bairros entre os meses de junho e julho.
Psicóloga alerta para associação do álcool com outras drogas.

Do G1 Vale do Paraíba e Região

Pesquisa aponta que mais da metade dos entrevistados consomem bebida alcoólica dentro de casa (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

O consumo de bebidas, cigarro e drogas dentro de casa foi tema de um estudo em Taubaté. A pesquisa do Núcleo de Pesquisas Socioeconômicas (Nupes) da Unitau apontou que 46% das pessoas entrevistadas consomem algum tipo de droga em casa, lícita ou ilícita.

Dentre essas pessoas, a maioria (65,2%) respondeu que a droga mais comum é o álcool. Ainda segundo a pesquisa, feita em 25 bairros entre os meses de junho e julho, 59,7% dos 387 entrevistados disseram que fumam cigarro em casa, e 8,3% usam maconha.

E muitos participantes da pesquisa contaram que tiveram o primeiro contato com as drogas dentro do ambiente familiar. Para os especialistas, isso é o maior agravante no trabalho de conscientização e prevenção contra o uso de drogas lícitas e ilícitas.

“O que vemos é essa associação do álcool com outras drogas. Não necessariamente pela mesma pessoa. Vemos, por exemplo, que um pai que bebe socialmente, é violento, e aí um filho que para fugir dessa realidade fuma maconha”, explica a psicóloga Iana Pereira Ribeiro.

O Alexandre Ferreira é dependente químico em recuperação. Tudo começou com um primeiro contato com a bebida em uma festa de família. “Foi aos 8 anos de idade que eu tive o primeiro contato com aquela espuminha da cerveja”, recorda.

Depois disso, ele se envolveu com outras drogas, como cigarro, maconha até chegar ao crack. Foi quando percebeu que já estava perdendo tudo. “Teve momentos que eu achei que não teria mais solução, que eu iria morrer daquela forma, estava predestinado a morrer usando substâncias químicas”, conta.

Atualmente, Alexandre trabalha como ajudante e monitor em uma clínica de recuperação. Ele não nega que o caminho foi difícil. “Não há dificuldades quando a gente pede ajuda. Esse Alexandre de hoje vive feliz sim, em recuperação”, conclui.

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