Jones admite vício em maconha, relata acidente e diz: ‘Pensei que passaria o resto da vida preso’

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© Getty Jon Jones se desculpou e prometeu uma ‘busca espiritual’

Jon Jones quebrou o silêncio. Depois de meses envolto em diversas polêmicas, o agora ex-campeão dos meio-pesados concedeu uma extensa entrevista ao MMA Fighting e abriu o jogo. Contou por tudo que passou, se disse viciado em maconha e álcool, relatou o que lembra do dia em que causou e fugiu de um acidente automobilístico e falou sobre toda a recuperação pela qual vem passando.

No papo de quase uma hora, Jon Jones revela coisas pesadas sobre a vida pessoal. Ele admite, por exemplo, que era viciado em maconha e álcool. Fumava a droga de três a quatro vezes por semana, mesmo quando estava em meio a um treinamento para alguma luta. Saia para festas e continuava fazendo tudo isso por se sentir imbatível.

“Demorou para eu ver que tinha um problema. Eu podia cuidar da minha família, ganhar as lutas, podia me esconder do mundo para beber e fumar maconha três a quatro vezes por semana. Estava cuidando bem da minha vida, não achava que tinha um problema. Mas agora que estou sóbrio vejo totalmente que eu tinha um problema. E fico irritado com todas as horas que passei sob influência e todos os dólares que gastei”, diz, antes de relatar que a vitória sobre Alexander Gustafsson só piorou a própria situação.

“Todos falavam que ele era como Jon Jones. E eu pensava que ele era ,mesmo parecido comigo, mas não era eu. Me diverti muito naquele camp, não achava que ele tinha o que deveria ter para me bater. Depois do segundo round eu estava muito cansado. Foi a primeira vez na minha carreira que fiquei tão cansado assim. Mas é louco porque eu ganhei aquela luta. Tenho certeza que ele deu tudo nos treinos e ainda sim não conseguiu me vencer. Aquilo me disse muito sobre mim e foi parte do problema. Quase perdi, mas ganhei. Ganhei sabendo que ele merecia ganhar. Meu coração me carregou naquela luta. E pensei: posso me divertir e ainda ganhar a luta”, disse.

A situação foi se agravando aos poucos, até chegar ao fatídico dia 26 de abril. Pela primeira vez, Jones relatou o que aconteceu naquela data.

Na noite anterior, saiu para uma festa com muita bebida, dormiu e acordou no lugar. Decidiu que era hora de voltar para casa.

“Ainda estava muito cansado. Entrei no carro e parei em um sinal vermelho. Lembro de música, de mandar mensagem no meu celular. O sinal ficou verde, e eu achei que era do meu sinal, mas era da via que cruzava. Aí, entrei no tráfego. Tudo aconteceu muito rápido. Sabia que tinha feito besteira. Comecei a pensar se tinha alguém machucado. Eu pensei: ‘estou fora de casa desde ontem, ainda estou com o cheiro de ontem, preciso ir embora. Isso vai virar uma bagunça’. Fiquei com medo, me apavorei”, disse.

Jones se desesperou e começou a correr. Lembrou que tinha um cachimbo de maconha no carro e resolveu voltar para buscá-lo, mas não o achou. Resolveu fugir de novo, ligou para um amigo e foi levado a um hotel. De lá, recebeu ligações da mulher e do empresário e começou a ver o que tinha acontecido. Se desesperou de vez quando viu que havia machucado uma mulher grávida.

“Isso me assustou. Comecei a pensar que poderia passar o resto da vida na cadeia. Não sabia como ficaria o bebê, não sabia quanto tempo ela estava grávida. Disseram que ela quebrou o braço, fiquei pensando que não veria mais minha criança ou minha mulher novamente. Pensei que não lutaria de novo. Honestamente, pensei em jogar a toalha. Desistir de tudo, não suicídio, mas da minha vida pública. Não precisar mais responder perguntas, lidar com isso com minha família apenas. Pensei: não tenho mais nada a provar, venci todo mundo, fiz coisas grandes. É o fim, estraguei minha carreira”, disse.

Jon Jones chegou a ficar preso por algumas horas, de fato, quando se apresentou à polícia. “Eu fiquei em uma cela. Talvez por duas horas. É um sentimento horrível. Dias antes estava em um hotel cinco estrelas, em outro país. Machuca estar em uma cela. Me bagunçou um pouco. Estava sozinho. Me trataram com respeito. Não queria tratamento especial ou nada disso. Um cara me filmou, mas tirando isso, tudo bem”, relata.

Só depois disso tudo, resolveu que queria continuar lutando. Passou a treinar ainda mais, a se dedicar ao que não tinha tempo e hoje se diz pronto para voltar. O retorno ainda não está definido, mas ele mesmo diz achar que será em abril. E ainda melhor do que era antes.

Veja a tradução completa das falas de Jon Jones (na ordem do vídeo):

Foram tempos de aprendizado, uma experiência de crescimento. Eu tive a oportunidade de reavaliar a vida, olhar para mim sem ser campeão do UFC, olhar para Jonathan Jones como uma pessoa, um pai, e não só como um atleta.

Foi estranho ver Daniel e Anthony lutando pelo meu título. Pensei que deveria estar lá. Mas fora isso, não senti tanta falta assim (de lutar). Tive ótimos tempos no UFC e o melhor de mim vai poder colocar a cereja no topo do bolo de uma carreira que já é ótima

Eu estou pronto para voltar. Minha suspensão acabou, ainda sou novo e estou no melhor da minha forma. Acho que potencial é a pior coisa a se desperdiçar. E ser um dos maiores lutadores do mundo e não poder estar lá competindo seria muito triste. Definitivamente voltarei para pegar o que é meu.

Eu gosto bastante (de dar palestras em escolas). Ainda que seja uma ordem judicial, um serviço comunitário, toda vez que vou lá tudo vem do coração. Tudo tem sido improvisado, dou tudo de mim lá. E depois pais e professores vêm falar comigo. É incrível. Sinto que sou ótimo para isso porque vivi muitas coisas, muitos altos e baixos. É diferente fazer isso. Toda vez que falo com essas crianças, me lembro como as coisas deveriam ter sido. É como se eu tivesse falando comigo mesmo.

Estou em paz com os problemas que me meti, com as péssimas decisões que fiz. É o que eu digo: não façam com Jon Jones, façam melhor. E é verdade. Fiz uma decisão errada e tenho que viver com isso todos os dias. A razão pela qual estou lá é para me lembrar que fiz essas péssimas decisões. Sou um exemplo perfeito de quem tinha tudo e arruinou.

De certa forma foi ótimo (que tudo tenha acontecido). Pude reconhecer meus erros, pude acessar o que me fez o melhor e então tive a oportunidade de voltar, fazer as coisas bem, ser um modelo real, um atleta melhor. Posso voltar ainda jovem o suficiente para ter um bom futuro.

(Na noite anterior ao acidente em que se envolveu) Eu estava assistindo lutas, tive uma ótima noite, fui a um bar depois, bebi um tanto. Fui a uma balada, bebi mais e decidi falar boa noite.

Era comum para mim (fazer isso antes de lutar). Era um cara que adorava ir para a festa. Fui capaz de ganhar minhas lutas e achava que não me afetava tanto assim. Na manhã eu era o primeiro a chegar a treinar e achava que poderia seguir assim.

Eu pensei nisso (que poderia ser melhor ainda se não bebesse), passou pela minha cabeça. Tive muita gente que me falou isso. Mas eu realmente não achava que era um problema. Eu estava ganhando minhas lutas, continuava campeão. E poucos caras conseguiam mesmo chegar à decisão comigo. Não sentia a pressão de para de ser um cara tão selvagem.

Honestamente foi a luta com Gustafson (que piorou a situação). Todos falavam que ele era como Jon Jones. E eu pensava que era parecido comigo, mas não era eu. Me diverti muito naquele camp não achava que ele tinha o que deveria ter para me bater. Depois do segundo round eu estava muito cansado. Foi a primeira vez na minha carreira que fiquei tão cansado assim. Mas é louco porque eu ganhei aquela luta. Tenho certeza que ele deu tudo nos treinos e ainda sim não conseguiu me vencer. Aquilo me disse muito sobre mim e foi parte do problema. Quase perdi, mas ganhei. Ganhei sabendo que ele merecia ganhar. Meu coração me carregou naquela luta. E pensei: posso me divertir e ainda ganhar a luta.

Eu sabia que não estava na melhor forma. Passei por muitos sentimentos, me questionei muito: ‘Vamos ver do que sou capaz’. Lembrei de quão longe tinha chegado, tudo que tinha passado para ser campeão. Vi tudo indo embora e achei algo dentro de mim para ser só o quão bom eu precisava ser para ganhar dele.

A situação inteira (na noite do acidente) foi louca. Fui a uma festa, tinha muita bebida, fui para a cama e acordei na manhã seguinte, todos tinham ido embora. Entrei no meu carro, definitivamente ainda estava muito cansado. Me lembro do sinal vermelho, estava mandando mensagem no celular, vi a luz ficando verde e pensei que era a minha, mas era para quem estava indo reto.

Eu não me machuquei. Acho que atingi um carro e esse carro bateu no outro.

Tudo aconteceu tão rápido. Eu sabia que tinha ferrado tudo. Ninguém se machucou, pensei que talvez não tivesse atingido ninguém. Pensei comigo: ‘sai ontem a noite, ainda não voltei e provavelmente ainda estou cheirando como ontem. Preciso sair logo daqui. Isso vai ser terrível, uma confusão’. Estava com medo, enlouqueci.

Tudo aconteceu tão rápido. Disseram que eu voltei para pegar dinheiro, parecendo que fugi e voltei, não aconteceu isso. Por que voltaria por dinheiro? Definitivamente bati forte e pensei que deveria ir, sair dali. Comecei a correr e me lembrei que tinha um cachimbo de maconha o carro, sabia que se a polícia achasse ia ficar ainda pior que as coisas deveriam ser. Voltei para o carro, mas não achei. Não sabia o que eu tinha atingido. Minha visão estava confusa. Tudo aconteceu em um minuto, foi o pior minuto da minha vida.

Não falei nada, não vi ninguém na hora do acidente. Estava no meio do dia. O impacto da batida, meus sentimentos inicias eram de sair de lá. Eu não vi ninguém. Não sabia que era uma mulher que tinha se machucado até chegar no hotel. Meu empresário e minha esposa me ligaram para saber o que tinha acontecido.

Um amigo me pegou, me levou a um hotel. Sentei e minha esposa foi uma das primeiras a me ligar, falou que tinha que procurar meu nome no Google. Chorei o dia todo, realmente achei que minha carreira estava acabada. Foi um dia longo para mim, provavelmente o mais depressivo que já tive.

Passei a noite no hotel, liguei para um advogado, contei tudo que aconteceu. Voltei para casa na tarde seguinte. Eu sabia que o problema era ter fugido. Tinha um advogado, estávamos tentando entender tudo. Assim que soubemos do mandato de prisão, estávamos na delegacia 1h ou 1h30 depois. Não teve fuga ou brincadeira de nossa parte. Não faríamos isso.

(Sobre ter machucado uma mulher grávida Isso me assustou. Comecei a pensar que poderia passar o resto da vida na cadeia. Não sabia como ficaria o bebê, não sabia quanto tempo ela estava grávida. Disseram que ela quebrou o braço, fiquei pensando que não veria mais minha criança ou minha mulher novamente. Pensei que não lutaria de novo

Não pensei em suicídio. Não passou pela minha cabeça. Nada como isso, cara. Sabia que ia ter uma estrada muito difícil para atravessar, estava claro, mas não isso.

Eu fiquei em uma cela. Talvez por duas horas. É um sentimento horrível. Dias antes estava em um hotel cinco estrelas, em outro país. Machuca estar em uma cela. Me bagunçou um pouco. Estava sozinho. Me trataram com respeito. Não queria tratamento especial ou nada disso. Um cara me filmou, mas tirando isso, tudo bem.

Honestamente, pensei em jogar a toalha. Desistir de tudo, não suicídio, mas da minha vida pública. Não precisar mais responder perguntas, lidar com isso com minha família apenas. Pensei: não tenho mais nada a provar, venci todo mundo, fiz coisas grandes. É o fim, estraguei minha carreira. Me aproximei de Deus

Eu disse isso para eles (Dana e UFC). Na reunião, me perguntaram como me sentia e percebi que eles iam perguntar se eu ia voltar a lutar, então disse que queria um tempo, que não conseguiria me concentrar com tudo que me rodeava. Uma luta seria um inferno, que eu até merecia. Não queria passar por isso. Disse para eles fazerem o que quisessem. Disseram que eu perderia o cinturão e seria suspenso. Disse: honestamente, não estou nem aí. E foi o que aconteceu. Me abalou um pouco

Eles teriam poder para dizer o contrário, mas acho que eles me deixariam lutar se eu realmente tivesse pronto para lutar. Acho que eles me deixariam

Eles nunca vieram me ver antes, para nada, não viajaram para dizer oi ou para jantar. A primeira vez que me procuraram foi para me tirar o cinturão. Lorenzo parece ser o único que se importa, ele parece ser sincero. Me olha nos olhos e pergunta como estou. Eu estava mal emocionalmente. Aquela reunião foi sobre negócios.

Eu disse que não queria lutar, e eles falaram que tirariam o cinturão. Sinto que se estivesse pronto eles não tirariam

Não (achei errado não ser um título interino), não luto por isso (pelo cinturão). Não tenho nada a provar. Aquele cinturão não me move como lutador. Precisava desse tempo. Fui um “entertainer” desde os 19 anos, me venderam como “o novo Anderson Silva”, o futuro do esporte, sempre tive esse peso comigo. Perder esse cinturão me fez livre por um tempo

Pensei muito sobre mim. Não estava sentindo que precisava me informar sobre tudo. Estava vivendo bem normal, sem ser uma celebridade.

Pensei que alguém me reconheceria como o cara da TV. Levou um tempo até sair de casa, mas essa hora chegou e comecei a sair, ir a um restaurante. Podia erguer a cabeça. Não sou um monstro, só tomei uma decisão horrível.

Vi a luta entre Cormier e Johnson. Foi empolgante ver dois meio-pesados que agora são os melhores da categoria. Fui o cara que entretêm por muito tempo, e não o que é entretido, então fiquei animado de ver. Sabia que merecia estar lá

Durante tudo isso, sair do ranking, tudo isso, se você é um fã mesmo, não vai negar tudo que fiz no esporte. Então isso não afetou minha confiança, minhas habilidades. Segui pensando que sou o melhor do UFC, mesmo sem o cinturão, não muda o que eu fiz

(Sobre o que Comier falou após vencer Johnson) Ele errou. Eu segui o conselho. Me recompus, passei a comer, treinar.. Não sei se foi depois disso, mas estou seguindo o conselho.

Não estou me recuperando por Cormier, estou fazendo pelo meu legado, minha história. Tenho que salvá-la, pelos meus filhos, meus fãs. E estou fazendo isso. Vou vencer minha próxima luta, não importa contra quem. Já venci Cormier, não me importo com ele

Sei que mereci, mas machuca. Ver todo mundo me detonando. Lutadores, jornalistas que me amavam, me detonando. É difícil. Não tinha nada que pudesse fazer. É fácil chutar alguém caído, mas aprendi que não deveria levar para o pessoal. Queria voltar a ser o cara que era. É o melhor jeito de vencer, é o sucesso.

Ronda Rousey me procurou. Conor McGregor me procurou. Ronda me apoiou muito, me mandou bastante mensagens. Perguntou se poderia fazer algo, me convidou para ir a sua casa. Coisas como essas mostram que ela está no topo do mundo e pensando em me ajudar quando estou na pior. São coisas que não vou esquecer. McGregor me disse que um campeão é sempre um campeão e que eu iria me reerguer. Meus companheiros de equipe estiveram lá comigo, me chamaram para ver um filme ou jantar. Meus técnicos… muitas pessoas acreditaram em mim. Sabiam que não ia desistir na dificuldade. Sou um lutador, sentiram que eu ia voltar.

Não bebo mais, não fumo maconha mais. Três ou quatro meses agora.

Não é difícil. Estou empolgado por estar livre. Demorou para eu ver que tinha um problema. Eu podia cuidar da minha família, ganhar as lutas, podia me esconder do mundo para beber e fumar machona três a quatro vezes por semana. Estava cuidando bem da minha vida, não achava que tinha um problema. Mas agora que estou sóbrio veja que totalmente eu tinha um problema. E fica irritado com todas as horas que passei sob influência e todos os dólares que gastei. Me livrei disso. Toda a situação foi uma benção para mim. Sei que é difícil para a maioria entender, mas minha vida mudou para melhor em muitas coisas desde o acidente e sou grato por isso.

Com tudo que aconteceu, é louca a questão da cocaína. Eu não gosto de cocaína. Eu fumo maconha. As pessoas que me conhecem sabem disso. E eu amo beber. Posso dizer que festejo como poucos. Mas cocaína… provei em uma noite e a Comissão Atlética veio no dia seguinte. Foi ‘como no mundo isso poderia acontecer’. As pessoas queriam me pintar como usuário, mas estava longe disso. Nunca poderia chegar aonde cheguei com a cocaína. Eu era viciado em maconha. É difícil admitir, mas eu era. E agora não sou. Me sinto livre e grato por tudo que aconteceu comigo. Me ajudou a ver o que acontecia e ser mais claro. Toda a minha carreira as pessoas me falavam para imaginar o quão bom eu seria se não fumasse nem bebesse. E agora estou empolgado de ver isso.

Eu não queria chegar tão fundo nessa situação. Tem algumas coisas que Nevada faz, a forma como penalizaram Nick Diaz, como colocaram meu teste público. Eu sinto que essa Comissão precisa de uma comissão. Eles podem fazer o que quiser, com quem quiser. Eventualmente alguém vai ter que enfrenta-los e questionar o poder deles, monitorar o que eles podem ou não fazer. Eu tenho três anos para processá-los. Não tinha o direito de usar cocaína, mas eles não tinham o direito de me testar e divulgar isso ao público. Eu ouvi sobre mais sobre cocaína do que sobre qualquer outra coisa que fiz na minha carreira. Eles definitivamente me jogaram muito para trás e vamos dizer que eu não esqueci disso.

Eu totalmente entendo o que aconteceu. Vitor estava sob esteroides quando lutou comigo, o UFC estava ciente disso muito antes da luta e não o penalizou, deixaram a luta acontecer com o cara usando esteroides, o que era um risco para a minha vida. E o que você faz? O que você faz? O que você faz. Não sei ainda o que fazer, ainda não falei com o UFC sobre isso. Mas os fãs sabem. Só vem em encontro ao que eu estava falando do poder do UFC e das Comissões Atléticas. Eventualmente alguma coisa vai ter que ser feita. Mas eu vou falar sobre isso com eles. Estou interessado em ouvir a explicação.

A idade dele, me lembro na pesagem de ter olhado para o abdômen dele e pensado: ‘Cara, sou sete anos mais jovens que você e você parece muito mais cansado que eu’. E eu sabia que tinha treinado muito para aquela luta. Mas saber que deixaram ele lutar com esteroides é realmente um tapa na cara.

Eu não sei se eles têm ressentimento. Tenho certeza que sim porque os fiz perder milhões de dólares, mas eu sinto ressentido pelo jeito que trataram a situação. O jeito certo de me promover é me fazendo parecer melhor. O que eu fiz foi manter o que tinha combinado. Ser campeão significava tudo para mim, para a minha família. Para mim, lutar com Chael Sonnen com oito dias de aviso era contra o que achava de mim mesmo, dos meus objetivos, do que pensava que minha carreira seria. Não poderia sacrificar tudo que conquistei pelo bem da companhia. É um mundo complicado. Vejo lutadores aposentados que não ganham empregos nem pagamentos do UFC. Por que deveria arriscar tudo? Que homem inteligente faria isso?

Ao invés de dizerem ‘hey, desculpem pela luta ter caído, desculpem pelo card não ser bom o suficiente para se sustentar’, eles me culparam, me fizeram parecer covarde enquanto estava lutando com todos os lutadores que estavam me oferecendo. Me fizeram parecer egoísta. Eu só estava tentando proteger não só a mim, mas a todos que me ajudaram. Sempre vou carregar isso comigo, o jeito que me assassinaram publicamente.

Mas é uma dessas coisas. Eles deixaram o Vitor lutar com esteroides contra mim e o UFC 151 é minha culpa. Sei que não fui o melhor cara do mundo, cometi meus erros. Mas eles também não mostraram que estavam lá para mim.

Eu disse a eles que queria seguir adiante, fazer as coisas melhores, ser um empregado melhor. Eles fizeram o que puderam para me ajudar. Lorenzo sempre foi honesto quando falou comigo. Dana é um cara de negócios. Lorenzo também é, mas é mais verdadeiro. Prefiro falar com Lorenzo quando trato de negócios.

Eu acho que uma das benções da situação em que estou é que as pessoas podem ver que sou extremamente normal, posso ferra tudo as vezes, me drogar e beber como qualquer um. Acho que todos tem alguém como eu na família. No fim, os EUA apreciam e gostam de histórias de recuperação. Segundas chances não devem ser dadas, devem ser merecidas. Sou um cara que estou aqui para merecer minha recuperação. E as pessoas estão vendo que estou tentando

Eu realmente não tenho pensado tanto. È mais fácil não se preocupar com o que as pessoas pensam. Tem muita gente que me odeia e muita gente me ama. Só preciso ser o que preciso ser e faze ro que preciso fazer. No fim do dia, as pessoas vão ter as opiniões dela.

Acho que eu estava sendo muito falso. Sempre vi Michael Jordan e Tiger Woods, antes dos problemas deles, como os campeões ideais. Achava que nunca devia jurar em entrevistas, me vestir de algum jeito, agir de algum jeito. Tinha medo de ser eu mesmo. Demorou muito para eu perceber que sou um campeão. E campeões são de diferentes cores, diferentes estilos, atitudes, religiões… Pessoas procuravam por inconsistências no0 meu caráter e elas estavam lá porque eu não estava sendo Jonathan Jones. Esse tempo longe do esporte me fez ver como um fã e perceber que não sou perfeito, sou só eu mesmo.

Sou um trabalho um progresso, como todos somos. Todo ano eu mudo, eu cresço. No fim do dia, a maioria das pessoas não me conhece. Fazem suposições do que sou

A vida tem sido incrível. A sobriedade foi uma das maiores mudanças da minha vida e tem sido incrível.

Não quero soar arrogante, mas tenho meus recordes. Tenho sido campeão por um bom tempo.

Era uma parte enorme. Mas meu objetivo é fazer as coisas melhores. Acho que meu melhor está por vir. E honestamente acho que as coisas podem ser melhor que eram outras. Não tenho nada a não ser tempo para mostrar que isso é verdade.

Só estou me preparando para um grande combate. Agora que estou completamente sóbrio, estou atacando coisas que sempre quis. Sempre quis trabalhar em MMA no offseason e nunca fiz. Sempre quis ficar forte e nunca fiz. Sempre achava que não tinha o tempo. Só estou fazendo o que sempre quis fazer. E o resultado tem sido a felicidade.

Eu não sei. Tem um rumor de abril, estou treinando para ser em abril. Não há nada assinado.

Se Cormier realmente acha que vai me vencer, lutaria comigo em qualquer lugar. Não querer lutar em Nova York me mostra que ele não vai me bater, não importa aonde. Ele não é minha motivação, já ganhei dele. Ele já está marcado como um cara que fui lá, com um bom jogo e venci. Estou ansioso para lutar com um cara com essa marca, vai ser a primeira revanche na minha carreira.

Minha primeira prioridade é pegar de volta o que eu perdi. Acho que tenho negócios não terminados com Anthony Johnson. Penso em voltar, retomar meu cinturão e defendê-lo contra Anthony.

É inevitável, vai acontecer (a subida para os pesos pesados). Agora que desenvolvi força, sei que posso enfrentar esses caras. Competi com wrestler pesados toda a minha carreira, meu irmão era campeão nacional e lutava com ele todo dia. Treinei com pesos pesados a carreira toda. Agora que tenho a força de um peso pesado, minha confiança está lá em cima. Acho que vou ser mais rápido e minhas habilidades falam por si só.

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