Pesquisa foi realizada com mais de 8,8 mil alunos e 500 pais de instituições públicas da cidade

A Notícia – Joinville  – Leandro S. Junges

 O acesso às drogas nas escolas públicas de Joinville é uma realidade que começa antes dos 12 anos de idade. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa sobre o uso de drogas realizada com mais de 8,8 mil alunos e quase 500 pais da rede pública de educação da cidade.

Mais de 36% dos alunos que responderam ao questionário disseram que já viram “ao vivo” drogas ilegais e tiveram esse contato antes dos 12 anos. Mais da metade (53%) deles teve esse contato antes dos 15 anos.

Entre os pais, esses valores se invertem: mais de 32% dos que já viram drogas ao vivo só tiveram acesso depois dos 15 anos. A maioria dos alunos, porém, diz que nunca usou drogas, nem tem vontade (86%).

O estudo é um dos mais abrangentes do País em relação ao percentual de estudantes ouvidos, já que quase 20% de todo o universo de alunos da rede pública foi consultado. Dos 8,8 mil jovens que responderam à pesquisa, a grande maioria (82%) tem entre 10 e 15 anos.

— É o maior estudo sobre uso de drogas já realizado em âmbito municipal no País. Para se ter uma ideia, a maior pesquisa é a nacional, que ouviu 50 mil estudantes num universo de 39 milhões — diz Roberto Freitas, idealizador do estudo dentro do Rotary Club Colon, de Joinville.

O estudo completo foi entregue nesta quarta-feira ao prefeito Udo Döhler. O álcool, o cigarro, a maconha, o LSD e o ecstasy são as drogas mais consumidas pelos estudantes das escolas públicas de Joinville.

Quase 80% dos que já experimentaram algum tipo de droga consumiram álcool. Em segundo lugar, aparece o cigarro, com 31,63%, e, em terceiro, a maconha, com 29,18%.

O levantamento é uma reedição do que foi feito no ano passado em sete dos maiores colégios particulares da cidade: Bom Jesus Ielusc, Elias Moreira, Exathum, Positivo, Santos Anjos, Sociesc e Univille.

Entre os alunos das escolas particulares, o cigarro não aparece entre as drogas mais consumidas, e a maconha aparece em segundo lugar, atrás do álcool. A pesquisa foi realizada pelo Rotary e teve a participação da Secretaria de Proteção Civil da Prefeitura. Alunos e pais de todas as regiões de Joinville participaram do estudo.

Outros números

O levantamento também indica algumas considerações sobre a relação familiar e o papel da escola. Mais de 60% dos alunos raramente ou nunca fala sobre drogas em casa com os pais. Essa conclusão também estava presenta na pesquisa feita com os alunos de escolas particulares.

De uma maneira geral, os pais dos estudantes joinvilenses não estão vendo – ou não querem ver – o quanto as drogas estão próximas de seus filhos. Os estudantes também informaram que, se quisessem, conseguiriam comprar drogas na escola, entre familiares, no bairro, com amigos e até em redes sociais.



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