Mortes causadas por álcool crescem 425% no Piauí

Jornal Meio Norte

São Paulo, no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro tiveram redução nas taxas de mortalidade por causa de bebidas alcoólicas

Efrém Ribeiro

O Ministério da Saúde divulgou a pesquisa “Saúde Brasil 2014: Uma Análise da Mortalidade por Causas Externas” mostrando que a taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes com causas básicas relacionadas exclusivamente ao uso de bebidas alcoólicas aumentou 425,8% no período de 2000 a 2013.

É o segundo maior índice do Brasil, perdendo apenas para o Estado do Maranhão, onde a taxa de mortalidade relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas foi de 456,1%; e seguido da Paraíba, onde o crescimento da taxa de mortalidade foi de 422,7%.

Segundo o estudo do Ministério da Saúde, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro houve uma redução nas taxas de mortalidade por causas básicas associadas exclusivamente ao uso de bebidas alcoólicas de 2000 a 2013, de 17,4%, 7,2% e de 4,3%, respectivamente.

Para se ter a ideia de que aumento da taxa da mortalidade com causas básicas associadas ao uso do álcool é absolutamente desproporcional, a variação positiva da taxa no Brasil foi de 30,1% no período de 2000 a 2013.

CAUSAS EXTERNAS

A pesquisa “Saúde Brasil 2014: Uma Análise da Mortalidade por Causas Externas” aponta que a taxa de mortalidade por causas externas do Piauí dobrou no período de 2000 a 2013.

Segundo o estudo, a taxa de mortalidade por causas externas por causas externas entre 2000 a 2013 registrou um redução no Distrito Federal, Amapá, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo, mas importante aumento nas outras unidades da federação.

Segundo o estudo, a variação da taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes no caso dos acidentes de transporte terrestre foi de 140%; a variação da taxa de mortes por quedas só registrou redução no Acre. No Piauí a variação da taxa de mortes por quedas foi de 260% entre 2000 a 2003.

A variação nas mortes por agressões foi de 130% entre 2000 a 2013 e de 170% entre as mortes por lesões autoprovocadas. A taxa de mortes por lesões autoprovocadas diminuíram, mas aumentaram particularmente na Paraíba, Maranhão e Piauí.

A taxa de internações hospitalares por cada 100 mil habitantes por acidentes de terrestre aumentou no Piauí em 900% entre 2000 a 2013; a variação da taxa de internações hospitalares por queda foi 110% no período; um aumento de 60% na taxa de internações hospitalares por autolesões provocadas; e de 300% por internações hospitalares por agressões entre 2000 a 2013.

EMERGÊNCIA

O Ministério da Saúde realizou o Inquérito ao Vivo em 2011 com 71 Prontos Socorros e Serviços de Plantão de Emergência em 24 capitais brasileiras e o Distrito Federal.

Segundo a pesquisa, 40% dos atendimento de primeiros socorros nos prontos socorros e serviços de emergência de Teresina foram de casos de acidentes e violência. Os casos de acidentes de trabalho ficaram em 24%.

O Inquérito ao Vivo 2011 permitiu obter informações inéditas sobre os atendimentos de emergência por causas externas no Brasil.

A pesquisa apontou que muitas vítimas em situação de emergência para casos de violência e acidentes procuraram mais de um serviço de saúde.

A proporção desses atendimentos de emergência para casos de primeiros socorros por causas externas variou de 6,6% em Boa Vista (RR) a 50,6% em Vitória. Em relação aos acidentes de trânsito, a proporção de atendimentos variou de 21,2% em Macapá (AP), a 44% em Curitiba (PR).

Segundo os pesquisadores o que chama a atenção é a proporção de ingestão de bebida alcoólica entre os atendimentos de casos de emergência por causas violentas variam de 33,4% em Vitória a 56,9% em Recife (PE). Em Teresina essa proporção é de 20%.

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