Entidades criam fórum para proteção contra álcool e drogas em Alagoas

Iniciativa é direcionada a crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Primeiro encontro define criação de planejamento estratégico.

 Do G1 AL

primeira reunião do Fórum contou com procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá
(Foto: Divulgação/Ascom MP)

Uma iniciativa, coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), criou o Fórum Permanente de Combate e Prevenção ao Consumo de Álcool, Tabaco e outras Drogas por Crianças, Adolescentes, Gestantes e Nutrizes [pessoas que amamentam ou nutrem os filhos de alguém]. A ação conta com o apoio do Poder Judiciário, do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedca) e de outras instituições e entidades.

Na primeira reunião do colegiado, ficou definido que será feito um planejamento estratégico de ações a serem executadas a curto, médio e longo prazo e que as órgãos e os representantes da sociedade civil organizada vão trabalhar no sistema de intersetorialidade.

“É um princípio constitucional destinar prioridade absoluta à criança e ao adolescente. Por isso é tão importante que todos nós nos irmanemos em favor dessa causa. É preciso que cada um dê o melhor de si e não meça esforços em proteger as nossas crianças. Essa prática tão nociva que é o consumo e o tráfico de drogas tem que ser combatida em todas as suas frentes. E, se não for possível nós a aniquilarmos, que, ao menos, consigamos minimizar os seus efeitos. Não podemos mais continuar sendo testemunhas de todo o mal que elas causam”, afirmou o chefe do MPE/AL.

O pediatra Cláudio Soriano explicou os males causados pelo consumo dos mais diferentes tipos de drogas. “A cocaína por exemplo, reduz a quantidade de sangue nos vasos e a de oxigênio no cérebro, pode provocar deslocamento de placenta e sangramento e o parto prematuro. Já o crack, deixa o feto com baixo peso, aumenta as chances do bebê desenvolver a hidrocefalia e problemas cardíacos, digestivos e urinários. É necessários que as mães tenham a consciência que os efeitos são extremamente devastadores”, alertou.

Como primeira medida para a atuação do grupo, Jucá sugeriu uma repressão mais dura contra jovens e adultos que sejam flagrados ou apontados durante investigações como aliciadores de crianças e adolescentes.

“Faz-se necessário responsabilizar aquelas pessoas que estão trabalhando como aliciadoras. É preciso efetuar as prisões em flagrante, indiciar esses responsáveis, denunciá-los e, por fim, condená-los, tudo isso com mais rapidez. Para os donos de supermercados, bares e restaurantes, a conduta deve ser semelhante. Inclusive, a própria Lei prevê o fechamento do estabelecimento comercial em caso de reincidência. Se os órgãos de controle e fiscalização se unirem para fazer mais ações nas ruas, o resultado pode ser bastante satisfatório”, argumentou o procurador-geral de Justiça.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/AL), Fernando Pedrosa, colocou a entidade a entidade à disposição do Fórum para capacitar os profissionais da área de Pediatria. “Nos postos de saúde, Caps, hospitais e demais unidades, talvez os nossos médicos não estejam tão preparados para lidar com crianças e adolescentes drogados, com as reações que essas pessoas têm sob o efeito do álcool e de outras drogas. Sugiro que façamos um treinamento com o nosso público a fim de que ele possa saber como conduzir melhor essas situações”, disse ele.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel) também apresentou sugestão. “Podemos fazer uma campanha com cartazes e espalhá-los pelos nossos estabelecimentos comerciais. Além disso, criaríamos uns broches falando que não é legal vender bebida alcoólica para menores de 18 anos e daríamos para os garçons usarem. No entanto, é preciso que esse trabalho se estenda aos ambulantes que ficam nas ruas e vendem os produtos de forma indiscriminada”, advertiu José Eutímio Brandão Júnior, presidente da entidade.

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