PF em Ribeirão Preto prende traficante procurado na Colômbia e nos EUA

Eduard Giraldo Cardoza foi preso nesta quinta em hotel em Ribeirão Preto.
Giraldo é peça-chave na distribuição de cocaína nos EUA, diz delegado.

Do G1 Ribeirão e Franca

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (28) em Ribeirão Preto (SP) um homem considerado o maior traficante de drogas da Colômbia e dos Estados Unidos. Segundo a PF, Eduard Fernando Giraldo Cardoza tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e a polícia norte-americana oferecia US$ 5 milhões pela captura dele. O colombiano deverá ser levado ainda nesta quinta-feira para São Paulo (SP).

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves afirmou que Cardoza foi preso depois que a PF em Tabatinga (AM) comunicou que uma mulher colombiana havia atravessado a fronteira na quarta-feira (27) e que seguiria para Ribeirão Preto.

Procurada pela PF de Ribeirão Preto, a polícia colombiana informou que a mulher era casada com Cardoza, procurado internacionalmente por tráfico de drogas. Ao aterrissar no Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto (SP), ela foi recepcionada por dois homens que a levaram a um hotel. Os três foram seguidos por agentes da PF até o estabelecimento onde foi feita a prisão.

“Ele se apresentou com um documento falso e foi dada a voz de prisão em flagrante. Ele confirmou aos policiais que de fato não era a pessoa que ele estava se apresentando, e que era traficante internacionalmente procurado”, afirma o delegado.

Grupo perigoso
Segundo Alves, Cardoza foi indiciado nos EUA em junho de 2015. No entanto, conseguiu driblar as autoridades e fugiu, tendo o paradeiro ignorado. De acordo com a polícia colombiana, o traficante é um dos líderes do cartel Los Urabeños, grupo paramilitar mais poderoso e mais bem estruturado da Colômbia.

“Ele é um traficante chave na distribuição de cocaína nos EUA, mas é importante dizer que esse grupo não é acusado só de tráfico de cocaína. Na Colômbia, ele é acusado de tráfico de drogas, assassinato, massacres de civis, policiais e de membros das forças de segurança. A cobrança deles é chamada de imposto revolucionário, é acusado de sequestros, ataques terroristas com bombas. É um grupo perigosíssimo”, afirma Alves.

O delegado informou que a PF passa agora a investigar se Cardoza atuava em Ribeirão Preto e as pessoas com quem mantinha relação na região, eventualmente, até em outros estados.

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