Seminário do NAE contribui para formulação de políticas públicas de prevenção ao uso de drogas

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Da Redação – Fotos: Roberto Navarro

Chegar a uma proposta suprapartidária de plano de prevenção ao consumo de drogas é um dos objetivos do Núcleo de Avaliação Estratégica (NAE), órgão da Assembleia Legislativa que promoveu nesta sexta-feira, 17/6, o seminário Prevenção ao Uso Indevido de Álcool, Tabaco e Outras Drogas.

“Queremos criar um plano estadual de prevenção que não seja apenas palavras bonitas no papel, mas que estimule ações importantes”, afirmou o presidente da Assembleia, deputado Fernando Capez.

Para isso, o NAE buscaria estabelecer ferramentas interativas e inovadoras “que possam ajudar famílias e pessoas”. Capez observou ainda que o combate às drogas é complexo ” “os Estados Unidos estão perdendo essa guerra, mesmo gastando bilhões de dólares ” e que, segundo dados da Organização das Nações Unidas, para cada dólar gasto em prevenção evitam-se dez dólares que seriam destinados a reparar os danos que as drogas provocam na população.

“A prevenção é ideal quando se dispõe de poucos recursos, porque ela custa pouco”, concordou o médico Murilo Battisti, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Para Battisti, a prevenção fica numa interface entre ciência e educação e enfrenta o desafio de criar uma cultura própria, além de definir metas e resultados, com indicadores de eficiência, com preocupação de mais longo prazo. “Prevenção é definir o amanhã”, ele sintetizou.

O ideal, para ele, é adotar um programa não linear, mas cíclico, que, trabalhando com prognósticos, diagnósticos, intervenções e avaliações, “se retroalimente das dificuldades enfrentadas no dia a dia”.

Escola e família desempenham papéis importantes na prevenção ao uso de drogas, alertou o coordenador do Grea. A receita para isso incluiria o diálogo continuado e de linguagem simples, em casa, bem como uma instituição de ensino forte, no qual o professor seja uma referência e o tema seja abordado de forma transversal, com o uso de novas mídias, como aplicativos e games.

Uma das iniciativas na área de prevenção, o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) “é um trabalho de êxito e, com o apoio do NAE, vai alcançar resultados ainda melhores”, afirmou o coronel Ernesto Puglia Neto, diretor de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, da Polícia Militar.

O Proerd é um programa no qual policiais militares, fardados, treinados e com material próprio (livro do estudante, camiseta e diploma) desenvolvem um curso de prevenção às drogas e à violência na sala de aulas das escolas.

Segundo ele, a PM detém a exclusividade de aplicação do programa, originalmente elaborado pela Drug Enforcement Administration, órgão da polícia federal norte-americana, e para isso utiliza recursos próprios, sem aporte de outras dotações orçamentárias. Ao longo de 23 anos, o Proerd atingiu mais de 9 milhões de crianças e adolescentes paulistas e está presente em mais de 400 municípios do Estado, contabilizou Puglia Neto

O deputado Luiz Carlos Gondim (SD) também avalia positivamente o trabalho do Proerd. “Se não fizermos o principal, que é investir em prevenção primária e secundárias, em programas de educação com esporte, cultura e lazer, não vamos ganhar essa guerra”, ele reafirmou.

“Estamos começando a discutir aqui aquilo que pode vir a se tornar uma política pública”, avaliou a coordenadora do NAE, Sarah Munhoz. “Nossa proposta é que a Assembleia Legislativa seja catalisadora e dê retaguarda para a montagem de uma política de saúde que reúna os diversos atores dessa esfera.”

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