Linha dura contra as drogas, Filipinas têm poucos programas para viciados

Erik De Castro

Da Reuters, em La Union (Filipinas)

Funcionário lança jato d’água em direção a usuários de drogas que participam de programa de reabilitação em La Union, norte das Filipinas (Imagem: Erik De Castro/ Reuters)

A crescente popularidade da metanfetamina –uma droga barata e altamente viciante- está sobrecarregando os serviços de saúde e destruindo famílias e comunidades para além do sudeste asiático, levando vários países a adotar políticas de linha dura para combater a onda de uso de narcóticos.

A ação mais dura foi tomada nas Filipinas, onde a guerra do presidente Rodrigo Duterte contra as drogas matou aproximadamente 2.288 pessoas desde que ele foi empossado no cargo, em 30 de junho.

A campanha levou 700 mil usuários de drogas e traficantes a registrar com as autoridades um processo chamado de “rendição”.

Mas existem poucos programas para ajudá-los.

Quando o governo anunciou, recentemente, planos para um novo “mega” centro de reabilitação, as Filipinas tinham apenas 44 instalações de tratamento públicas e privadas com capacidade para apenas 7.200 pessoas, de acordo com o presidente do órgão de elaboração de políticas sobre drogas, Benjamin Reyes.

O novo “mega” centro de reabilitação, financiado por uma doação do incorporador de imóveis chinês Huang Rulun, será capaz de tratar até 10 mil pacientes. O governo disse que está planejando mais quatro centros de tratamento em outras partes do país.

Enquanto isso, os governos locais e centros privados estão tentando resolver a situação.

A reabilitação privada vai desde grupos de apoio liderados pelo clero do país predominantemente católico, até programas de tratamento que cobram centenas de dólares por mês, colocando-os fora do alcance da maioria dos filipinos.

Em Olongapo, cidade de 220 mil habitantes que fica a três horas da capital Manila, usuários de drogas têm aulas de carpintaria e ganham 5.000 pesos filipinos (cerca de US$ 103) por mês para fazer caixões de madeira. Os caixões, feitos de madeira simples e pintados de branco, são dados para as famílias mais carentes da cidade que não podem pagar pelos serviços de um funeral, disseram autoridades do governo.

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