Pará é parte estratégica da rota internacional de drogas, diz PF

Em 2016, 100kg de droga já foram apreendidas no estado.

Em Belém, 300 toneis com cocaína foram apreendidos semana passada.

Do G1 PA

A Polícia Federal (PF) já apreendeu 100kg de cocaína no Pará em 2016. De acordo com as investigações da PF, o estado é rota estratégica para o escoamento da droga para o Brasil e o mundo.

Peru, Colômbia e Bolívia são aos maiores produtores de cocaína no mundo. Eles utilizando os rios como a principal via de entrada da droga pela os estados do Amazonas e Mato Grosso. Dentro do país, os traficantes transportam parte da droga para o interior do Pará, como os municípios de Marabá, Redenção e Itaituba, onde aconteceram mais de 50% das apreensões da substância ilícita.

“A partir do momento que a droga chega a Belém, ela está pulverizada. Ela entrou em maior quantidade pelas nossas fronteiras com os países produtores. Então, desde a entrada no Brasil ela começa a ser distribuída, tanto no estado do Amazonas como chegando a Belém. Então quanto mais o interior do Brasil, mas difícil fica essa fiscalização”, afirmou Uálame Machado, Superintendente Regional da Polícia Federal no Pará.

Em Belém, A Polícia Federal precisou de um cão farejador para encontrar 300 toneis cheios de droga na semana passada em um depósito no bairro do Tapanã. Em dezembro de 2015, a PF descobriu que estava construindo um submarino no interior da cidade de Vigia, no nordeste do Pará. Ele estava quase pronto e, segundo as investigações, ele seria utilizado para transportar até 30 toneladas de drogas para o Estados Unidos e a Europa.

No Pará, as rodovias, portos e voos diretos para Europa facilitam a distribuição da droga no Brasil e para o exterior, e o tamanho do estado dificulta o trabalho da polícia. Para o geólogo da Universidade Federal do Pará, Ayala Colares, e que estuda o tráfico de drogas em Belém há 10 anos, diz que a geografia dos bairros na capital contribui para o avanço da droga na região.

“Nós temos uma cidade que tem conexão tanto pelo rio quanto pelas rodovias. E ai a gente tem que entender todo esse contexto dessa rede de articulação que desempenha uma função de locar Belém e os rios como elementos importantes para a distribuição da cocaína, isso favorece. Sem falar de uma periferia muito complexa e dispersa de onde a gente consegue perceber uma mistura muito grande em Belém entre a pobreza e a riqueza na periferia que acaba dificultando o serviço de segurança pública”, explicou o geólogo.

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