Alô, Barroso e esquerdas! As drogas mataram garoto em lanchonete

VEJA – BLOG

Pois é…

O laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, que traz a causa da morte de um garoto de 13 anos, tem de ser enviado ao ministro Roberto Barroso, do Supremo. E também a alguns nefelibatas do libertarismo sedizente de direita. O que eles têm em comum? Ah, são favoráveis à legalização das drogas. De todas elas. O ministro vislumbra a queda da criminalidade e a liberação de vagas em presídios. Os outros defendem, deixem-me ver como ser amplo, o direito que os indivíduos têm ao suicídio, o que é fato. O chato para esse raciocínio: a droga vai além da escolha pessoal.

Para lembrar: o adolescente João Victor Souza de Carvalho, de 13 anos, morreu no dia 26 de fevereiro em uma unidade da lanchonete Habib’s, na zona norte de São Paulo. Um vídeo flagra seguranças conduzindo o garoto pelos braços, aparentemente desmaiado, com os pés se arrastando no chão. Ele é deixado, então, numa calçada. Alguém duvida de que a conduta dos seguranças está errada? Não! Mas teria João Victor morrido depois de ser espancado? Bem, a resposta também é “não”.

Segundo o laudo, “a morte ocorreu de forma súbita e teve origem cardíaca, relacionada ao uso de substâncias entorpecentes e ilícitas”. O exame constata “a ausência de lesões ou sinais hemorrágicos em região cervical”. Mais: “A calota craniana também não apresentou fraturas”. O IC encontrou, sim, uma ocorrência grave no jovem: “Coração com hipertrofia miocárdica em ventrículo direito e esquerdo”. E aí os ingredientes fatais: “presença de cocaína na concentração de 38 mg/ml”, o que indica uso crônico de análogos da droga. Também foram detectados tricloroetileno e o clorofórmio, usados na fabricação de lança-perfume. Lê-se no laudo que são “substâncias miocardiotóxicas e estão associadas à morte súbita de origem cardíaca”, segundo o legista Danilo Vendrame Vivas.

Há vídeos a respeito. Num deles, o rapaz aparece manipulando dois pedaços de pau. Não tinha jeito de um ato amistoso. Depois se vê uma sombra célere, perseguida por outras. Presume-se que os seguranças estavam no seu encalço. Na sequência, então, dois homens aparecem arrastando João Victor.

Papa-defuntos
Vivemos a era dos papa-defuntos. Os esquerdistas são especializados nisso, embora a direita fascista não dispense a demagogia. Sites dos companheiros não tardaram em transformar o garoto numa vítima da suposta selvageria capitalista. Um menino pobre teria sido assassinado nas dependências de um potentado do ramo de alimentos. E a sociedade teria se quedado inerme, incapaz de reagir. Um delinquente intelectual, acreditem, chegou a afirmar que isso era compatível com uma sociedade que havia sofrido um “golpe”  — sim, ele se referia ao impeachment…

Não! João Victor morreu porque, cardiopata que era, consumia droga. E não dá para saber se cardiopatia já era consequência do vício. A lógica indica que a presença de cocaína tem origem no consumo de crack.

Volto a Barroso
Em entrevista ao Estadão, em fevereiro, o ministro refirmou algo que já havia dito ao Globo: “Eu acho que a maconha devia ser uma primeira etapa e deveria ser tratada como o cigarro: paga imposto, tem regulação, não pode fazer publicidade, tem contrapropaganda, mas é licito”. Entenda-se: a maconha é apenas o primeiro passo. O doutor deixou claro que é favorável à legalização da produção e da venda de todas as drogas.

Pois é… É evidente que, se a utopia deste visionário se cumprir, aumentará a circulação de drogas, e mais crianças a elas ficarão expostas, cardiopatas ou não. E isso num país em que 40% dos chefes de família são “as chefes”. São mulheres que trabalham. Eu imagino seus filhos entregues a esse laxismo doidivanas de Barroso.

O que a esquerda e a direita fascista têm em comum? A crença de que a ideologia, a convicção e a gritaria bastam para tornar funcional uma tese estúpida.

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