Metade da população do Uruguai é contra venda de maconha

Jornal O Estado de S. Paulo

Pesquisa indica que a porcentagem é composta em sua maioria por pessoas com mais de 60 anos ou dos partidos de oposição

O Estado de S.Paulo

Clientes enrolam cigarro de maconha após comprá-lo em farmácia no centro de Montevideu.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

MONTEVIDÉU – Metade da população do Uruguai não concorda com a venda de maconha nas farmácias, enquanto 27% diz ser favorável, 19% afirma ser neutra e 4% diz não ter opinião formada sobre o tema, conforme uma pesquisa realizada pela empresa Opción Consultores.

No último dia 19, o Uruguai começou a vender maconha em farmácias, conforme o regulamento aprovado em dezembro de 2013 na gestão do ex-presidente José Mujica, que governou entre 2010 e 2015. Com esta iniciativa, o país se tornou o primeiro do mundo a controlar a maconha do plantio até a venda ao público. No entanto, 50% dos uruguaios assegura não estar de acordo com esta medida, porcentagem composta principalmente por pessoas  com mais de 60 anos, segundo o relatório da empresa.

O estudo ainda revela que a rejeição cresce entre as pessoas com o nível de escolaridade mais baixo e entre os eleitores dos partidos da oposição, o Nacional (PN) e o Colorado (PC).

“O divisor de águas a respeito da temática é a filiação partidária”, afirma a pesquisa, que acrescenta que entre os eleitores da coalizão de esquerda que governa o país, a Frente Amplio (FA), a adesão cresce 46%, enquanto que entre os simpatizantes do PN e do PC o desacordo chega a níveis maiores do que 80%.

No quesito idade, o estudo revela que quanto mais velha é a pessoa, mais em desacordo ela se mostra.

“Podemos concluir que, como o registrado em diferentes pesquisas de opinião pública, a política dispõe de um contexto social que a recebe com certo receio, pelo menos durante a atual fase de implementação. O funcionamento e o impacto da normativa influenciarão na evolução do posicionamento da opinião pública a respeito da política”, pondera o relatório.

A lei aprovada em dezembro de 2013 estabeleceu três vias de acesso à substância, excludentes entre si: o cultivo doméstico, os clubes de cultivadores e a compra em farmácias. Até o momento, o Instituto de Regulamento e Controle do Cannabis registrou 6.944 plantações em casa 63 clubes e 11.247 aquisições em farmácias. / EFE

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