Curso teórico em Terapia Comportamental Dialética (DBT)

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Nos dias 21 e 22 de outubro, aconteceu em São Paulo o curso de DBT, terapia comportamental dialética desenvolvida por Marsha Linehan para o tratamento de pacientes com transtornos crônicos e/ou suicidas. O curso foi ministrado pelo Professor Igor da Rosa Finger, que apresentou as bases teóricas e filosóficas, como foi desenvolvida a terapia, o modelo biossocial, os princípios norteadores da DBT, as etapas e modos da terapia, bem como estratégias de avaliação, aceitação e mudança. O curso foi coordenado pelas Professoras Maria de Fátima Rato Padin e Maria Lúcia Rossi e a equipe Alamedas marcou forte presença no curso.

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Comissão aprova projeto que torna obrigatória campanha contra as drogas

Agência Senado

Da Redação

Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovou nesta terça-feira (17) projeto do senador Magno Malta (PR-ES) que obriga o governo federal a veicular, diariamente, pelo menos cinco minutos de publicidade contra as drogas nas emissoras de TV e rádio de todo o país.

O projeto (PLS 257/2017) altera a Lei 11.342/2006,  que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). Magno Malta argumenta, como justificativa que, apesar dos esforços realizados visando conter o avanço do uso das drogas, os resultados insatisfatórios vistos até o momento demonstram a necessidade de intensificar campanhas preventivas, neste caso na TV e no rádio, “ainda os veículos com maior alcance na população brasileira”.

Segundo a proposta (PLS 257/2017), os cinco minutos de publicidade deverão ser veiculados entre as 8h e as 20h, por meio de inserções publicitárias com o conteúdo voltado à prevenção ao uso de drogas.

O relatório do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), com voto favorável à matéria, foi lido na reunião pelo relator substituto Waldemir Moka (PMDB-MS). Para Raupp, o custo com a publicidade a ser transmitida será “certamente inferior” à economia gerada pela diminuição no número de futuros dependentes e pela redução da criminalidade associada às drogas.

O projeto segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde tramitará em decisão terminativa. Se for aprovado pela comissão, irá diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para seu exame pelo Plenário do Senado.

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Cracolândia tem 77% menos frequentadores e dificuldade para consumo de crack, diz pesquisa

Secretaria de Desenvolvimento Social

Levantamento revelou que 51,9% passaram a usar menos crack após a operação

Primeira pesquisa pós-ação em 21 de maio, do Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo na Cracolândia, revelou uma diminuição de 77% no número de frequentadores. Em maio eram 1.861, e em julho foram contadas 414 pessoas. A pesquisa foi realizada com os dependentes químicos que permaneceram nas Ruas Helvetia, Dino Bueno e Alameda Cleveland. O monitoramento foi solicitado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo (SEDS), realizado em consultoria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

Dos quase 69,1% que declararam usar crack atualmente, 51,9% referiram que o consumo diminuiu após a operação. De acordo com a análise, o acesso ao crack ficou 38,5% mais difícil. O estudo conhecido como “terceira onda” coletou dados entre 24 a 31 de julho de 2017 por amostragem probabilística. Análises anteriores aplicaram a mesma metodologia.

Houve diminuição no número de mulheres de 34,5% para 16,9%. A maioria são homens, sendo 71,8%, e 11,3% são transgêneros. Dos entrevistados, 55% responderam que realmente estão motivados a cessar o consumo e realizar tratamento – um aumento de 44% em relação ao último levantamento. Além disso, 68% acham que conseguiriam parar de usar crack se fizessem um tratamento para dependência química. Questionados sobre o que motivaria sair da região, 80% apontaram o trabalho, 66% tratamento, 52% amparo familiar e 42% residência.

Em relação à motivação para frequentar a Cracolândia, 52% disseram que o crack é mais disponível, 49% dos entrevistados responderam que usar é mais seguro, 44% referem o acesso a serviços de saúde – para os pesquisadores o dado demonstra a necessidade de procura por tratamento. Depois de mudar para a Cracolândia, 78,3% nunca retornaram para casa, sendo que 66% referem contar com a família em situações de emergência.

Das substâncias que já causaram perda de consciência, 45,5% perderam pelo crack, 18,2% por maconha e 27,3% pelo álcool. Destes, 53% fizeram avaliação de saúde no último ano, sendo que 20% apontaram o Centro de Referência em Tabaco e Outras Drogas (CRATOD) como mais utilizado. Questionados sobre a busca por serviços de tratamento da dependência química, 50,7% procuraram no último ano e 53% estão procurando ajuda no momento.

Os frequentadores também opinaram sobre o policiamento da região. Sobre a GCM, 42,3% se sentem intimidados, 31% acham ser indiferente e 26,8% relataram que protege. Em relação à Polícia Militar, 45,1% se intimidam, 31% acham indiferente e 23,9% se sentem protegidos.

Sobre o destino, daqueles que permaneceram pós-ação, 49% foram para a Praça Santa Isabel; 16,3% ficaram em situação de rua, mas fora da região; 8,2% dormiram em centros de acolhida. 4,1% foi para uma instituição de tratamento/acolhimento. Em relação ao preço, 26,8% declararam que o valor do crack encareceu e 68,3% referiram estar igual.

Dos entrevistados, 73,3% vieram de casa ou de familiares; e 8,7% vieram de instituições ou albergues. A pesquisa mostrou que 33,8% das pessoas frequentam a Cracolândia há 5 anos ou mais, 26,8% de 1 a 5 anos. Além disso, 45,8% estão em situação de rua, sendo que 28,6% estão há cinco anos ou mais no local.

Cerca de 38% vieram de outros estados e 48,6% de São Paulo e região metropolitana. Quanto aos serviços oferecidos na região, 77,3% já usavam e continuam usando, 20,4% não usavam, mas agora usam alguns. Dos mais bem avaliados estão, o Atende (94%), Unidade Helvétia Recomeço (87%), a Unidade Básica de Saúde – UBS, Assistência Médica Ambulatorial – AMA e a Unidade de Pronto Atendimento – UPA (81%), o Centro de Referência em Tabaco e Outras Drogas (CRATOD) e Projetos Sociais/ONGs (71%).

Assessoria de Imprensa

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo

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O perigo das cenas de uso aberto de drogas

Revista Veja

Todas as cidades do mundo que obtiveram êxito na extinção de locais similares à Cracolândia paulistana adotaram políticas de tolerância zero com a perturbação da ordem pública

Por José Roberto Rodrigues de Oliveira* e Heni Ozi Cukier**

*José Roberto Rodrigues de Oliveira é secretario de Segurança Urbana de São Paulo, bacharel em direito e professor de Política Municipal de Segurança da FAAP.
**Heni Ozi Cukier, é secretário-adjunto de Segurança Urbana de São Paulo, cientista político e professor de relações internacionais da ESPM.
imagem: O uso de drogas a céu aberto em Zurique, na Suíça, ocorreu em várias regiões da cidade antes de desaparecer (API/Gamma-Rapho/Getty Images)
A aglomeração de usuários e traficantes em espaços públicos para consumir e vender drogas ilícitas é um dos mais graves problemas que afetam centros urbanos ao redor do mundo. O fenômeno conhecido como “cena aberta de uso de drogas” — originário do inglês, open drugs scenes — não somente é um enorme desafio social e de saúde, mas principalmente confronta o Estado na sua função mais básica e primordial: a garantia da segurança e da ordem pública.
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Capoeira na cracolândia

Jornal Folha de S. Paulo

Segunda-feira, 16h, cracolândia, centro de São Paulo. De dentro de uma sala do Caps, espaço que oferece atendimento psicológico aos usuários de drogas, um homem retira três atabaques (espécie de tambor africano) e os coloca na calçada. Poucos minutos depois, começa a batucada: os frequentadores do local assumem os equipamentos e começam a cantar o clássico “Trem das Onze”.

Dividem a roda da cracolândia, demarcada no chão por um círculo feito de giz, capoeiristas experientes e novatos, sóbrios e sob efeito de drogas. Panda, apelido de outro usuário, ensinava outros participantes a jogar capoeira. “Perna para frente, braço para trás”, repetia.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/10/1927910-educador-fisico-leva-capoeira-a-usuarios-de-droga-na-cracolandia.shtml

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Evite o tabagismo: cuide do seu coração

Revista Veja – Blog do Médico

O tabagismo é um dos hábitos de vida mais prejudiciais à saúde. A fumaça do cigarro consiste de substâncias químicas voláteis (92%) e de material particulado (8%) resultantes da combustão do tabaco. A nicotina é a droga psicoativa que mais causa dependência. É responsável por acelerar o ritmo cardíaco e a pressão arterial, além de estimular o sistema nervoso central, levando a agitação e a distúrbios de memória. O hábito de fumar é responsável por mais mortes do que todas as outras drogas psicoativas juntas.

O consumo do tabaco é um fator de risco para seis das oito causas principais de morte no mundo: doenças cardíacas isquêmicas, acidentes vasculares cerebrais, infecções das vias aéreas inferiores, doença pulmonar obstrutiva crônica, tuberculose e cânceres de pulmão, traqueia e brônquio. Usado de qualquer forma (cigarro, cachimbo, rapé), é responsável por 90% de todos os cânceres de pulmão. Além disso, o consumo do tabaco pode trazer prejuízos para a saúde daqueles que são fumantes passivos, e para bebês de mães fumantes que podem nascer prematuramente ou com baixo peso. A fumaça ambiental dos cigarros também é responsável por causar danos à saúde, principalmente em asmáticos, crianças e adultos com tendência às doenças cardíacas, além de comprometer significativamente a qualidade do ar.

http://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/cuide-do-seu-coracao-e-viva-melhor-evite-o-tabagismo/

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Qual profissional deve cuidar da saúde mental do meu filho?

Revista Veja

Blog Letra de Médico

Por Luis Augsto Rohde

 

Médica conversa com uma criança em seu consultório (IStock/Getty Images)

Com a colaboração de: Maria Lucrécia Zavaschi, professora aposentada de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presidente da Associação Psicanalítica de Porto Alegre; e de Guilherme Polanczyk, professor livre docente de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP). 

Ô perguntinha difícil! Nas conferências que faço pelo Brasil afora para pais e professores sobre transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e outros problemas de saúde mental de crianças e adolescentes, essa questão é uma das mais frequentes. O pediatra pode avaliar e tratar essas condições? Procuro um neuropediatra, psicólogo ou psiquiatra da infância e adolescência?

Indicação em primeiro lugar?

Dados de pesquisa nos Estados Unidos indicam que a escolha de um médico se dá ainda pelo conhecido método de boca a boca, mesmo nos dias atuais onde, para quase tudo, as pessoas fazem uma vasta pesquisa na web. Ainda que a escolha de um profissional possa estar restrita àqueles que são parte do convênio do paciente, a indicação de familiares ou amigos, em primeiro lugar, e a indicação de outro médico, em segundo lugar, deixam a escolha por dados do profissional disponíveis na web a léguas de distância.

Temos que convir que esse não parece ser um método muito criterioso de escolha; o que é bom para o filho de um amigo pode não ser o melhor para o nosso! A opinião de um médico sobre o outro nem sempre está baseada no conhecimento das habilidades clínicas do colega.

Soma-se a isso um outro aspecto. Essa é uma área onde há espaço não auditado para qualquer intervenção e muitos profissionais julgam possuir a verdade, sem apresentar os prós e contras das suas orientações, numa postura muito longe de científica.

Cada profissional irá abordar o problema de uma maneira

Costumo usar um exemplo com meus alunos de pós-graduação. Vamos pensar no caso de um menino de 7 anos com enurese noturna primária (i.e., faz xixi na cama desde sempre), morando com ambos os pais que têm um casamento instável e com uma irmã de 4 anos. Se os pais preocupados com o problema levarem a criança para um pediatra, neuropediatra ou psiquiatra estritamente biologicamente orientado, muito provavelmente irão sair da consulta com uma receita de uma entre três medicações (imipramina, DDAVP, oxibutinina).

acesse: http://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/qual-profissional-deve-cuidar-da-saude-mental-do-meu-filho/

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