Governo implanta programa de assistência a família de usuários

Jornal Diário de S. Paulo

Recomeço Família capacitou técnicos em 6 cidades paulistas. Modelo será replicado para todo o estado, diz secretário de Desenvolvimento

Por: Alex Godoi Pinheiro

Foto: Divulgação

“Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.” Com mensagens de apoio e esperança, como esta acima, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social apresentou nesta semana, na Água Branca, Zona Oeste, os resultados do trabalho realizado pelos Cras (Centros de Referência de Assistência Social), onde 31 técnicos foram capacitados para o atendimento de 1.825 famílias em seis cidades do estado: Catanduva, Botucatu, Campinas, Sorocaba, Marília e Ribeirão Preto.

O projeto piloto foi desenvolvido para assistir famílias em áreas de vulnerabilidade social e com maior incidência de uso de drogas.

A partir de agora, todas elas serão acompanhadas pelos técnicos, e a estimativa do governo é capacitar novos profissionais da área de assistência social para atendimento em todo o território paulista nos próximos meses.

A apresentação do resultado ficou a cargo do Grupo de Trabalho Recomeço Família, que realizou os treinamentos direcionados à sensibilização e qualificação de pessoal durante um ano. As iniciativas foram expostas de maneira itinerante, divididas em sete estações na Casa das Caldeiras.

De acordo com a coordenadora do Cras Leste – Botucatu, Nathália da Silva Carriel, o programa “fortalece o apoio das famílias de dependentes químicos, com sensibilidade no acolhimento das pessoas envolvidas”, disse a assistente social, que realiza o trabalho na cidade desde 2010. “Através do mapeamento de áreas de vulnerabilidade do município, são feitas as ações junto aos familiares.”

FORTALECIMENTO/ A secretária municipal de Assistência Social de Botucatu, Silvia Fumes Carvalho, lembrou que “o fortalecimento das ações dos Cras depende muito de uma gestão eficiente do poder público municipal”.

Silvia afirmou, ainda, que “todo trabalho é articulado em rede, com apoio das demais secretarias envolvidas no programa, como Saúde, Educação entre outras”.

‘Gerou um produto final muito interessante’

Durante o evento do programa Recomeço Família, o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, falou sobre os conceitos do programa, além dos desafios do governo sobre o tema, além da situação da Cracolândia, na capital paulista.

DIÁRIO_ Qual a avaliação da pasta para o programa até aqui?

FLORIANO PESARO_ O programa gerou um produto final muito interessante, podendo ser ampliado para outros municípios do estado. Visa construir, de forma intersetorial, envolvendo pastas como Saúde, Esportes e Educação, estratégias para o atendimento das famílias de dependentes químicos.

Quais os desafios para replicar o programa na capital e em outros municípios?

Uma das ideias é transformar a metodologia criada em políticas públicas para todo o estado. É uma experiência inovadora, muito válida. Foi bom também para verificarmos a vulnerabilidade do poder público, como a falta de equipamento e recursos. Servirá de base para futuros trabalhos.

Na capital, quais os desafios que a secretaria encontra em relação à Cracolândia?

Todos gostaríamos que a Cracolândia acabasse e ninguém mais usasse drogas. Mas sabemos que a realidade é bem diferente. O que está acabando no local é o domínio dos traficantes, que exploram os dependentes, inclusive, adolescentes e mulheres. Vamos continuar assistindo e acolhendo os usuários, com dificuldade, pois não é fácil tratar a dependência química, especialmente do crack, que é uma droga muito pesada.

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Livro narra com riqueza o avanço de facção sobre o narcotráfico no país

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Metade da população do Uruguai é contra venda de maconha

Jornal O Estado de S. Paulo

Pesquisa indica que a porcentagem é composta em sua maioria por pessoas com mais de 60 anos ou dos partidos de oposição

O Estado de S.Paulo

Clientes enrolam cigarro de maconha após comprá-lo em farmácia no centro de Montevideu.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

MONTEVIDÉU – Metade da população do Uruguai não concorda com a venda de maconha nas farmácias, enquanto 27% diz ser favorável, 19% afirma ser neutra e 4% diz não ter opinião formada sobre o tema, conforme uma pesquisa realizada pela empresa Opción Consultores.

No último dia 19, o Uruguai começou a vender maconha em farmácias, conforme o regulamento aprovado em dezembro de 2013 na gestão do ex-presidente José Mujica, que governou entre 2010 e 2015. Com esta iniciativa, o país se tornou o primeiro do mundo a controlar a maconha do plantio até a venda ao público. No entanto, 50% dos uruguaios assegura não estar de acordo com esta medida, porcentagem composta principalmente por pessoas  com mais de 60 anos, segundo o relatório da empresa.

O estudo ainda revela que a rejeição cresce entre as pessoas com o nível de escolaridade mais baixo e entre os eleitores dos partidos da oposição, o Nacional (PN) e o Colorado (PC).

“O divisor de águas a respeito da temática é a filiação partidária”, afirma a pesquisa, que acrescenta que entre os eleitores da coalizão de esquerda que governa o país, a Frente Amplio (FA), a adesão cresce 46%, enquanto que entre os simpatizantes do PN e do PC o desacordo chega a níveis maiores do que 80%.

No quesito idade, o estudo revela que quanto mais velha é a pessoa, mais em desacordo ela se mostra.

“Podemos concluir que, como o registrado em diferentes pesquisas de opinião pública, a política dispõe de um contexto social que a recebe com certo receio, pelo menos durante a atual fase de implementação. O funcionamento e o impacto da normativa influenciarão na evolução do posicionamento da opinião pública a respeito da política”, pondera o relatório.

A lei aprovada em dezembro de 2013 estabeleceu três vias de acesso à substância, excludentes entre si: o cultivo doméstico, os clubes de cultivadores e a compra em farmácias. Até o momento, o Instituto de Regulamento e Controle do Cannabis registrou 6.944 plantações em casa 63 clubes e 11.247 aquisições em farmácias. / EFE

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Simpósio Nacional para Profissionais A.A.

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Jovem acorrentada pela mãe por vício em crack ainda não conseguiu tratamento

‘Não fui carrasca’, desabafa mãe que acorrentou filha para impedir uso de crack
Desespero. Segundo Solange, adolescente tinha surtos e devia dinheiro a traficantes  Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

 

SOROCABA – A adolescente D., de 17 anos, que foi acorrentada pela mãe ao pé do guarda-roupa por ser viciada em crack e sofrer ameaças de traficantes, ainda não conseguiu tratamento em clínica para recuperação de dependentes químicos. A garota está internada na ala psiquiátrica da Santa Casa de Sorocaba, interior de São Paulo, há 36 dias. Por ser menor, a mãe é obrigada a ficar com a filha – a ala tem portas com grades e vigilância 24 horas. “Estou cuidando dela, mas meus outros filhos estão sozinhos em casa”, disse a mulher, Solange Bueno dos Santos, de 43 anos.

Solange é catadora de materiais recicláveis e o dinheiro que conseguia, cerca de R$ 100 por semana, sustentava os filhos Alan, de 4 anos, Ryan, de 13, e Natan, de 16. “Eles estão sem comida. Minha filha mais velha, que mora fora, está em casa cuidando deles, mas eu preciso trabalhar. Não entendo porque eu e minha menina temos de continuar no hospital”, disse. D. e sua mãe dividem a ala com doentes psiquiátricos e portadores de transtornos mentais adultos. “A ala foi criada para atender doentes mentais e dependentes em situação de surto, mas não tem estrutura para o processo recuperação.”, afirma o vereador Rodrigo Manga (DEM), que acompanha o caso.

O psiquiatra Alexandre Quelho, que atende o setor psiquiátrico da Santa Casa, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), informou que a justiça determinou a internação da menina por 30 dias, mas ainda se buscam alternativas para o período pós internação. “O processo é sigiloso, mas em casos assim, após a alta, o paciente precisa de acompanhamento que dê sequência ao projeto terapêutico. Não podemos simplesmente mandar para casa.” O juiz Gustavo Scaf Molon, da Vara da Infância e Juventude de Sorocaba, foi contatado através da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, mas não havia dado retorno até o início da noite. O Conselho Tutelar informou que a saída do local depende de se conseguir local adequado para prosseguir o tratamento.

A mãe decidiu acorrentar a filha depois que a menina contraiu dívidas com traficantes e era ameaçada de morte, na Vila Nova Esperança, bairro em que vive a família, na zona oeste de Sorocaba. Por causa do crack, a garota abandonou os estudos. Auxiliar de cozinha, a mãe deixou o serviço para cuidar da filha, mas não conseguia mantê-la em casa. Ela chegou a ser indiciada por maus tratos pela Polícia Civil por deixar a filha acorrentada durante 43 dias. A menina foi libertada no dia 13 de junho por guardas municipais, após denúncia anônima. “Eu a prendi, agora estou presa com ela”, disse a mulher, referindo-se à ala psiquiátrica onde passa os dias.

Pipas. Situação bem diferente é a vivida pelo adolescente I., de 17 anos, que a mãe acorrentou ao próprio corpo para que não usasse crack, em Itapetininga, interior paulista. Em 19 dias de internação, ele mostra sinais claros de recuperação, segundo o diretor da clínica, Pedro Henrique Ribeiro Araújo. “Ele vai ficar 9 meses em tratamento e fará um projeto de pós alta com a gente. Está sendo melhor do que eu esperava. Ele participa das atividades, joga futebol, solta pipas e lê livros. É um menino tranquilo, tem tudo para se recuperar.”

Araújo conta que o menor está na clínica como paciente involuntário, pois foi compelido pela mãe a ir para o local, em Bady Bassit. “A médica psiquiatra justifica a involuntariedade pelo fato de que, quando foi trazido para cá, ele não estava em condições de discernir. Hoje, já se pode dizer que ele está por vontade própria. Não teve crise de abstinência, relaciona bem com os colegas e se mostra muito participativo.”

A dona de casa Janiele Job Albuquerque, de 35 anos, acorrentou o filho ao próprio corpo porque o garoto furtou moradores vizinhos e estava sob ameaça de morte. O rapaz morava com a avó e, para comprar drogas, vendeu tudo o que havia na casa, inclusive uma das portas. As fotos do filho acorrentado foram parar na internet e a clínica de Araújo ofereceu tratamento gratuito. Ele está internado desde o ultimo dia 7.

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Curso “Terapia Comportamental Dialética”

 

 

A DBT é uma terapia comportamental desenvolvida por Marsha Linehan para o tratamento do comportamento suicida e de comportamentos autolesivos sem intencionalidade suicida (CASIS). Direcionada inicialmente para pacientes com o diagnóstico de Transtorno da Personalidade Borderline, atualmente já há estudos, incluindo 17 ECRs, com a utilização da DBT em diversos outros transtornos crônicos, tais como: transtornos por uso de substâncias, transtornos do humor e transtornos alimentares. Sua característica principal é a mediação/síntese (processo dialético) entre mudança comportamental e aceitação da experiência e da realidade em pessoas que sofrem intensamente.

Informações e Pré inscrições no site:

https://www.spdm.org.br/educacao/terapia-comportamental-dialetica/

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Operação prende suspeitos de ligação com o PCC no interior de SP

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